Você Concorda com o Consenso Fabricado?

Um “boa tarde” a todos! (Ou uma boa tarde a todos, já que minha esposa implica comigo pelo fato de “boa tarde ser feminino”, mesmo quando eu me explico que estou me referindo à expressão como um jargão, bem, continuemos com o que viemos falar 🙂 )

Hoje levantei da cama com uma pergunta na cabeça: Por que as coisas parecem não mudar?

Veja bem: dormimos e acordamos e os problemas são sempre os mesmos – os países subdesenvolvidos mais subdesenvolvidos (hoje não usamos mais esta expressão ou mesmo a expressão “Terceiro Mundo”, mas sim “países em desenvolvimento”, que se tratam do mesmo grupo de países que passam por dificuldades financeiras e grandes diferenças sociais em sua população), crime e violência cada vez maiores (hoje somos nós que colocamos as grades em nossas portas e janelas, encarcerando-nos em nossas próprias casas) e a política (ou deveríamos dizer politicagem?) cada vez mais cheia de mistérios e CPIs em volta dela.

E a vida segue assim, com um tropeço atrás do outro. E por quê? Por que as coisas parecem não mudar? Por que nós muitas vezes nem mesmo buscamos uma solução? Há um culpado para isso tudo?

Seria muito fácil (e típico da natureza humana) querer (ou forçar a) identificar um culpado e achar que só isso resolve. Acredito que seja bem melhor procurarmos causas, indícios ou conseqüências e pensarmos como resolvê-los, não acha?

Uma das coisas que mais prejudica nossa sociedade é na maioria das vezes a falta de conscientização e reflexão das pessoas. Mas como ou para que pensar, refletir sobre algo, se a mídia (TV, rádio, jornal, revista, etc.) geralmente se encarrega de dizer-nos o que pensar e como pensar, por meio daquilo que ficou cunhado como “consenso fabricado”.

O filósofo, lingüista e escritor Avram Noam Chomsky é o autor dessa expressão: consenso fabricado.

Por consenso fabricado, ele referia-se ao consenso que os meios de comunicação em massa cria junto ao público (ou deveríamos dizer “força-nos a aceitar?”), muitas vezes aliados a grandes entidades, como empresas ou mesmo o governo.

Chegamos assim a um ponto que não é o causador do problema (logo não é o culpado!), mas acaba por muitas vezes “abafar” o problema como se nada tivesse acontecido, em vez de ajudar a resolvê-lo.

Se não pensamos num problema, esquecemos dele. Pode ser confortante não saber da existência de um problema, mas isso não faz com que ele deixe de existir, e é aqui onde mora o problema do consenso fabricado – sim, a política “Pão e Circo” da Roma Antiga perdura até hoje.

Mas… Como mudar isso? Eis uma tarefa muito complicada, pois a mídia quer se promover e para tal precisa do apoio daqueles que precisam da mídia para manipular a forma como a mensagem chega até nós, meros mortais espectadores.

Muitos vão aplaudir o que vou falar, pena que poucos irão realmente pôr em prática: menos TV e mais livro! Estude, reflita, FORME SUA OPINIÃO. Esta é a melhor forma de começarmos a mudar este quadro.

É uma pena, pois muitos dos que devem estar lendo estas palavras agora já devem ser pessoas praticantes deste tipo de atuação, afinal de contas, se você veio até um blog sobre ciência, tecnologia e informação em geral, é porque você gostar de ler e aprender coisas novas, não?

Enquanto que, aqueles que são realmente levados pelos meios de comunicação em massa, podem não estar lendo isso pois estão ocupados assistindo TV, ou seja, afundando-se ainda mais no problema da “consciência em massa”.

O trabalho de conscientização é lento e pode parecer não surtir efeitos, mas de alguma forma precisamos fazer as pessoas perceberem que muito do que os meios de comunicação em massa anunciam como “notícias”, “fatos”, não passam de puro sensacionalismo, procurando atrair mais espectadores e aliená-los por meio de sua (des)informação.

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One comment

  1. […] 2.0, muito mais colaborativa, como meio de promover um novo tipo de repórter, menos movido pelo consenso fabricado, emails preocupado com a informação como ela […]

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