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Investimentos em ações da Petrobrás: Valem a pena?

O preço das ações da Petrobrás já se encontra muito abaixo daquele praticado há alguns anos atrás. E todos nós sabemos quais são as diversas causas, a maioria delas de ordem política, mas como não estamos aqui para falar a respeito de governo e sim de investimentos, vamos focar no que realmente importa: esse é o momento certo para investir em ações da Petrobrás? E vale a pena investir nela?


Considerando-se o histórico da empresa, vale a pena investir na mesma, afinal de contas trata-se de uma empresa de grande porte com grandes reservas naturais para explorar e que apresenta um histórico de crescimento notável ao longo dos últimos 20 anos. Somando-se a isso o fato de que as ações já perderam cerca de 70% de seu valor, é bem provável que quem compre ações dela hoje tenha um bom retorno financeiro na forma de valorização das mesmas ao longo dos próximos anos.


Entretanto, é importante frisar que não se sabe ainda até onde foram os estragos causados na mesma por má administração, além disso foi rebaixada quanto ao nível de risco de investimento há pouco tempo, o que pode significar novas quedas nos preços das ações. Assim sendo, o melhor neste momento é esperar mais um pouco, pois o preço de suas ações podem cair ainda mais e é importante ter uma visão mais clara de quanto tempo ela precisará para recuperar a valorização de suas ações.

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Qual o valor mínimo para começar a investir em ações?


Antes de mais nada, precisamos esclarecer que não há valor mínimo para começar a investir em ações. É fato. Entretanto, há custos envolvidos com as operações de compra e venda de ações, de tal forma que pode ser interessante ao investidor iniciante calcular o quanto deveria ter investido a fim de que o rendimento das ações seja suficiente para pagar tais custos e ainda terminar com valor positivo.

É interessante que todos sabem disso: gerentes de banco, consultores financeiros, etc. Entretanto, geralmente limitam-se a repetir somente a primeira afirmação: não há valor mínimo para começar a investir em ações, esquecendo-se de comentar a respeito dos gastos que estão envolvidos com as operações e custódia das ações.

Para identificar o melhor valor mínimo, você pode levar em consideração o custo das operações de compra e venda das ações, bem como o custo de custódia que o agente de custódia lhe indicará. Tais custos variam de acordo com a instituição financeira que manterá a custódia das suas ações.

Se bem me lembro (já faz algum tempo que perguntei isso por lá e não estou encontrando agora na web, posso estar enganado quanto a valores), no Banco do Brasil a custódia fica em torno de R$ 9,00 por mês e, se feitas pela Internet, sai em torno de R$ 20,00 por operação. É a forma mais barata segundo o BB, pois o valor da operação, quando feito pela agência, varia de acordo com o montante a ser operado, enquanto que pela Internet o valor é fixado.

Pois bem, se nosso objetivo é manter esse dinheiro por lá durante um ano, teremos então um gasto de R$ 9,00 x 12 (custódia por 12 meses) + R$ 20,00 (compra) + R$ 20,00 (venda) = R$ 148,00. Isso mesmo, só pela custódia e uma operação de compra e uma operação de venda, estaremos gastando cerca de R$ 148,00. Isso dá aproximadamente R$ 16,44. Alguém mais ávido pode já ter percebido que quanto mais tempo essa ação permanecer lá, “parada”, maior será o custo total, porém menos estaríamos “gastando por mês”, já que o valor de custódia é menor do que o valor da operação. Ressalto isso pois investimentos em ações a longo prazo beneficiam-se disso. 😉

Bem, devemos então procurar quanto seria o imposto de renda também. Como estamos em busca do “valor mínimo”, provavelmente não pagaremos imposto (o mesmo deve ser pago quando as operações de venda em um mês somarem R$ 20.000,00, alíquota de 15%).

Se nós aplicarmos R$ 3.300,00, esperando um rendimento mensal de 1% (perceba que, agora, eu preciso estimar um valor de rendimento mensal que acredito ser tangível mesmo se as coisas não estiverem muito boas), após um ano teríamos R$ 3.718,52, reduzindo os gastos com operações e custódia, percebemos que obtivemos um lucro de R$ 270,52, isto é, rendimento de aproximadamente 8,19% a.a., superior ao rendimento da caderneta de poupança no ano de 2008. Obviamente, não vamos investir em algo mais arriscado e esperar ganhar menos que em uma opção mais segura, sendo assim, para os valores aqui aplicados, R$ 3.300,00 seriam suficientes para garantir os gastos e ainda obter rentabilidade líquida acima da poupança.

Em minha opinião pessoal, as aplicações em ações deveriam ser feitas somente quanto a pessoa dispuser de R$ 4.000,00 a R$ 5.000,00 para aplicar e não houver problemas se, no curto ou médio prazo, as mesmas sofrerem forte desvalorização. Se você acredita que esta é a sua situação, então você já dispõe não somente do valor mínimo para começar a investir em ações, mas também de um perfil mais arrojado que o permita fazer isso. 😉

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Como fazer análise de ações?

Você sempre quis investir mas não sabe ao certo como fazer a análise de ações estudadas? Não se preocupe, este é um problema que todos, principalmente quem está começando a investir, enfrentam. E a dica para resolver esse impasse pode vir dos especialistas em mercado de ações.

Como todos sabem (ou deveriam saber) os preços das ações variam de acordo com os eventos envolvendo a empresa relacionada e seus concorrentes. Um escândalo na diretoria executiva da empresa? Os preços podem cair. Safra com produção recorde? Os preços podem subir. E assim por diante.

Percebam a existência do “podem”. É impossível prever com exatidão o que irá acontecer quanto ao valor de uma ação – não podemos prever as coisas que acontecem em nossa vida, o que dizer então daquelas que acontecem em uma grande multinacional? Entretanto, a análise cuida justamente de apontar a direção que, a partir dos dados atuais, parece ser a mais viável.

Há duas principais vertentes: a análise fundamentalista e a análise gráfica (ou técnica). Vamos falar agora, rapidamente, sobre cada uma delas.

Análise fundamentalista

Como o próprio nome prega, é baseada em fundamentos, argumentos, isto é, eventos acontecidos ou que acontecerão e nas consequências dos mesmos.

Nos exemplos que nós citamos acima, falamos sobre acontecimentos (o escândalo administrativo e a alta produção) e é baseado nesses argumentos que os fundamentalistas visam descobrir se o valor de uma ação irá subir, cair ou manter-se.

Quem busca o apoio da análise fundamentalista precisa, então, aprender a compreender o que cada acontecimento pode significar para a saúde financeira da empresa e de suas ações.

Análise Gráfica (ou Técnica)

Na análise gráfica, por outro lado, não se estudam os eventos ocorridos com a empresa, mas tão somente só os gráficos dos valores das ações, assumindo-se que os mesmos possuem informações suficientes para que se possa compreender qual deverá ser a tendência dos valores.

A análise gráfica busca enquadrar uma parte do gráfico em algum dos tipos previamente conhecidos a fim de determinar como o mesmo deverá comportar-se. Canal de alta, canal de baixa, triângulo, retângulo e formação OCO (ombro-cabeça-ombro) são alguns dos termos que podemos ouvir neste tipo de análise.

Há diversos blogs e sites exibindo análises gráficas de ações, bem como há diversos veículos de comunicação abordando análises fundamentalistas. E agora, em qual se apoiar?

Qual tipo de análise escolher?

Você pode escolher aquela que lhe parecer mais conveniente ou optar por ambas, combinando os resultados de ambas as análises e tomando decisões a partir delas. Você pode, por exemplo, somente tomar uma atitude quando ambas entrarem em um acordo, permanecendo indiferente sempre que elas se contradizem.

Como dissemos, são instrumentos para análise, o que significa que não há como garantir 100% de seus resultados.

Acho interessantes ambas e aos poucos vou lendo sobre elas, mas para aqueles que não possuem muito tempo para se dedicar somente a análises e balanços (como é o nosso caso), acredito que Os princípios de investimento de Warren Buffet podem ajudar bastante!

E você, como prefere fazer análise de ações? Diga-nos, estamos curiosos! 🙂

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