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Mais sobre o IV Seminário de Jogos Eletrônicos

Bem, já estou de volta a Aracaju e agora posso falar melhor de tudo o que aconteceu por lá. 🙂

Como já comentei o que ocorrera na segunda-feira pela manhã neste tópico, vou continuar comentando sobre o que ocorrera após isso, ok?

Na segunda-feira à tarde o evento foi “dividido” entre três salas, em que cada qual ocorrera um grupo de atividades diferentes. Em uma sala em outro dos prédios da UNEB ocorrera o curso de jogos em XNA. Infelizmente eu não consegui inscrever-me a tempo para esta parte do evento, então não posso descrever como foi lá. 🙁

Em uma das salas do mesmo prédio em que ocorrera a abertura tivemos a apresentação de diversos GTs (grupos de trabalho). Os GTs de Esteban Clua, Roger Tavares, Filomena Moita e André Battaiola foram lá apresentados. Eu muito estava interessado em ver o trabalho de Roger Tavares sobre Jogos Eletrônicos e Narrativas, bem como queria assistir como está o andamento do grupo de desenvolvimento de games de Esteban, só que muito tarde eu fui perceber que eu estava na sala errada. XD

Assisti então à “primeira rodada” de apresentação dos artigos submetidos e aceitos pelo evento.

No dia seguinte, ocorreram mais duas rodadas de apresentação, uma pela manhã e outra à tarde. Eu e meus colegas apresentamos nossos dois trabalhos no turno da manhã da terça-feira.

Como era de esperar, o grande foco eram os jogos educativos. Quem esteve lá percebeu como ainda há uma certa “briguinha” entre desenvolvedores de jogos e educadores: enquanto que os desenvolvedores de jogos querem trazer um pouco de educação para o jogo, os educadores querem trazer um pouco de jogo para a educação. Pode parecer que é a mesma coisa, mas não é: a diferença está em o quando de lúdico e de educação cada qual deseja “colocar” no jogo.

Infelizmente não tive muito tempo para conversar com Lynn Alves (realmente estava muito complicado para ela coordenar tudo lá, já que a equipe envolvida na coordenação do evento não era tão grande assim), em compensação falei bastante com Esteban Clua e com João Mattar, professor pesquisador que defendeu o emprego de Second Life na educação.

E infelizmente tivemos que retornar à tarde e, por isso, não assisti à apresentação de André Battaiola sobre Roteiro de Jogos Eletrônicos.

Destaque mesmo foi o fato de que alguns trabalhos deste ano buscaram abordagens realmente novas e interessantes, como dois trabalhos que envolveram os pais e/ou professores na PRODUÇÃO de jogos que pudessem educar os filhos/alunos, artigos sobre jogos que buscam usar conteúdo didático como “pano de fundo” para o jogo, de forma a não afetar a diversão ao mesmo tempo que narra muito dos acontecimentos (falo aqui do Tríade e de Cabanagem) e artigos sobre jogos como Objetos de Aprendizagem bem como o emprego de jogos multiplayer a fim de favorecer a colaboração entre os alunos (estes dois últimos foram nossos trabalhos! 😀 ).

O evento foi realmente ótimo. Só o que evitou o “fechar com chave de ouro” foi o fato de que, na hora de executar o jogo do nosso segundo artigo, o mesmo não executou tudo corretamente, o que causou algum desapontamento (principalmente em mim, já que a minha parte seria justamente a apresentação do jogo).

Chegando em casa, já chequei o algoritmo e descobri o que era: dois “==” que haviam no lugar de dois “!=”. Em outras palavras, havia comparação de igualdade no lugar de comparação de diferença.

É, se 10 minutos antes eu tivesse testado e trocado isso, o final teria sido diferente…

Lição para revisar mais e mais e mais da próxima vez.

Bem, agora vamos ver algumas fotos que tirei por lá (clique sobre a foto para vê-la ampliada). 😀



Eu em frente ao Corsário Praia Hotel, onde “pernoitamos”



Walter e Fábio, meus colegas de pesquisa e companheiros na viagem



Para quem não conhece, este é Esteban Clua, Prof. Dr. da UFF



E esta é a cama onde dormi (bem arrumada, não?) e minha bagagem 🙂



Este é Prof. Romero, amigo nosso que também foi lá apresentar um jogo desenvolvido por seus alunos



Apresentação de Tríade, projeto de jogo coordenado pela Prof. Lynn Alves. Demo já disponível. 🙂



Apresentação sobre o Plenarinho, um portal infantil (que contém jogos!) que busca educar as crianças sobre as atividades do Plenário

Bem, é isso. Agora, vamos esperar até o próximo Seminário. 😉

Energias Renováveis – Solução para o planeta?


É incrível como as coisas são: a natureza sempre nos forneceu diversas fontes de energia, algumas mais “limpas” que as outras. Por “limpa”, devemos entender que seu uso não causa grande impacto ambiental.

É bem simples: petróleo é uma fonte de energia. Isso é fato. Mas qualquer estudante de ensino fundamental sabe que ele é uma fonte de energia não-renovável, ou seja, que as reservas petrolíferas podem extinguir-se devido ao seu uso. Além disso, o uso de petróleo (na verdade, de seus derivados) como combustível gera grande impacto ambiental (emissão de grandes concentrações de dióxido de carbono, que agravam o efeito estufa, aumentando assim o aquecimento global), logo não é uma fonte de energia “limpa”.

Além disso, com as crises existentes no Oriente Médio (uma das maiores regiões petrolíferas do mundo), o preço do barril do petróleo disparou, tanto que, nos anos 90, o Brasil adotou o proalcool, um programa que incentivava o uso do álcool como combustível a fim de reduzir o consumo de gasolina, um dos derivados do petróleo e que teve seu preço, conseqüentemente, alavancado.

Naquela época a preocupação não era se se tratava de uma fonte de energia renovável ou não, “limpa” ou não. O que se desejava mesmo era o consumo de outro tipo de combustível uma vez que o preço da gasolina tornara-se instável, bem como a possibilidade de compra de petróleo do Oriente Médio.

Hoje as coisas são um pouco diferentes. Atualmente, vemos um “vilão” diferente: o aquecimento global. E com ele, a preocupação com o uso de combustíveis que causem um menor impacto no ambiente.

Desta forma, surgiu um novo “manual” para o bom combustível:

  • Deve se tratar de uma fonte renovável a fim de garantir que o mesmo sempre poderá ser utilizado;
  • Deve se tratar de uma fonte “limpa”, ou seja, com baixo impacto ambiental – por exemplo, emitir menores concentrações de gás carbônico;
  • Deve possuir um bom custo x benefício, a fim de que o mesmo seja acessível economicamente às indústrias, bem como à população;

Na luta para identificar-se a “fonte energética perfeita”, ou somente aperfeiçoar as fontes já identificadas, o ser humano vem se demonstrando bastante criativo e empregando os mais diversos meios. Os que mais vêm se destacando nos últimos anos são:

Álcool

Esta talvez seja a “fonte-combustível” renovável mais conhecida, graças ao programa Proalcool dos anos 90 e ao interesse de pesquisadores americanos em estudar as condições necessárias para o cultivo da cana-de-açúcar brasileira em escala necessária para suficiente importação. Sim, já há gente lá fora de olho em nosso álcool.
Uma coisa que comentei outro dia é que, apesar do tanto que se fala, o álcool gera quantidade equivalente de gás carbônico que a gerada pela queima da gasolina! A diferença é que o álcool ABSORVE parte desse gás carbônico no processo de fotossíntese pelas plantações de onde o mesmo será originado.
Além disso, não é só da cana-de-açúcar que podemos obter o álcool: podemos conseguir também a partir da palha de arroz, trigo, soja e milho (necessitando, para estes casos, empregar uma bactéria modificada geneticamente para tais fins – olha a biotecnologia aí, pessoal!).

Força Eólica

Não é de hoje que o homem sabe que se pode usar a força dos ventos para ajudar em seu trabalho: quem nunca viu um filme tematizado na Idade Média, mostrando um moinho de vento, provavelmente a moer grãos de trigo ou executar alguma outra tarefa?
Pois é, só que naquela época não nos preocupávamos em transformar essa energia em energia elétrica. 😀
Hoje, estudos já revelam como melhor aproveitar a força eólica para gerar energia elétrica e apesar de ser esta uma das fontes mais limpas que há, não é todo lugar onde podemos consegui-la, pois somente são interessantes ventos com velocidade média de 6 m/s (o equivalente a 21,6 km/h), além de ocupar uma extensa área.
Bem, quem sabe, com o tempo, não aprendemos como melhor aproveitar as áreas a fim de explorar tal recurso, não?

Energia Solar

Obtida pela captação direta da radiação solar por meio de algum dispositivo (tais como painéis solares ou células fotovoltaicas), esta é outra forma de geração de energia com impacto ambiental quase nulo!
Entretanto, ainda não é muito bem aproveitada, devido ao baixo rendimento oferecido pelos atuais dispositivos, bem como ao excessivo custo na fabricação dos mesmos.
Bem, apesar de não se poder aproveitar em grande escala como fonte de energia elétrica, a energia solar vem sendo empregada em outra “frente de aplicação”: em prédios e residências, como um meio para aquecimento natural.
Aqui mesmo, no Brasil, já há várias pessoas adotando paineis solares para aquecer a água (no lugar do chuveiro elétrico ou para cozer alimentos). Há inclusive panelas de pressão solares (não estou brincando, realmente vi isso em um catálogo, é uma pena que não pedi uma só para ver como era 🙂 ).

Biomassa

Aqui, estão incluídas todas as fontes de energia cujas origens incluem o processamento de resíduos vegetais, animais ou de itens biodegradáveis.
Assim como a matéria, a biomassa pode apresentar-se na forma sólida (carvão vegetal, por exemplo), líquida (biodiesel, um dos principais representantes) ou gasosa (biogás, a biomassa gasosa mais empregada).
O biogás, por exemplo, pode ser obtido pelo processo de resíduos animais ou vegetais, como o esterco, ou extraído de grandes aterros urbanos, onde exala naturalmente o gás metano.
O biodiesel vem ganhando destaque e muito se ouve falar sobre os benefícios ecológicos que há por trás da substituição do diesel comum, derivado do petróleo, pelo biodiesel.

Hidrogênio

O hidrogênio ganha sua “estrelinha de bom mocinho” na produção de energia pois sua utilização produz somente água, e não gás carbônico, como ocorre em muitas das formas anteriores (em maior ou menor escala, mais ocorre). E sem gás carbônico, sem efeito estufa, sem aquecimento global e sem um monte de problemas que ultimamente temos guardado em nossa coleção de “coisas que a humanidade fez ao coitado do planeta”.
Infelizmente, o hidrogênio ainda está longe de ser nossa salvação, uma vez que a tecnologia de produção e utilização é ainda hoje economicamente inviável. 🙁

Energia Hídrica

E, por fim, vamos falar daquela que é tanto explorada aqui no Brasil: a energia hídrica. Muito provavelmente a energia que chega até a sua casa teve sua origem em uma das várias hidrelétricas existentes no país.
Não-poluente e altamente renovável, esta forma de geração de energia utiliza-se da força das quedas d’água a fim de mover turbinas que irão gerar energia elétrica por meio de manipulação de campos magnéticos (processo similar acontece em várias outras tecnologias, como a nuclear e a eólica, mudando somente a força motriz que move as turbinas 🙂 ).
Mas, como nem tudo são flores, há alguns problemas: a criação de grandes hidrelétricas pode levar ao alagamento de grandes regiões, interferindo naquele ecossistema e obrigando famílias a abandonarem suas moradias na região.
Como solução, emprega-se a construção de hidrelétricas de porte menor a fim de reduzir o impacto.

Bem, estas são as principais fontes de energia comentadas e estudadas atualmente e sim: as fontes de energias renováveis podem ser a solução para o nosso planeta, que já não anda bem de saúde há muito tempo. O que falta é que todos, desde as grandes corporações até as mais humildes residências, assumam seu papel neste processo de “reconstrução” do nosso planeta.

Quem sabe ainda não há chances para o mesmo recuperar-se? 😉

Web 2.0 – A era da comunicação e da colaboração – Parte 2

Um bom dia a todos!

Lembro-me que há algum tempo atrás eu postei aqui um tópico sobre a Web 2.0 – A era da comunicação e da colaboração.

Percebi que não comentei sobre algumas das principais ferramentas colaborativas existentes na Internet e como podemos usufruir delas, então, senti-me na obrigação de criar isto: a parte 2 da saga. 🙂

É incrível a quantidade de ferramentas colaborativas disponíveis na Internet atualmente, bem como os sistemas prontos que os webmasters podem empregar em seus sites!

Sistemas para compartilhamento de vídeos

Temos alguns bons sites para compartilhamento de vídeos. Sem dúvida alguma, o mais conhecido é o You Tube.

Acredito que todos nós, em algum momento, já assistiu a algum vídeo que achasse engraçado lá. Entretanto o seu acervo não contém somente “vídeos divertidos”, mas sim vídeos com os mais diversos intuitos: educação, lazer, informação, etc.

E o melhor de tudo é que ele é realmente colaborativo, ou seja, nossa função lá não é somente como espectador, mas também como provedor de conteúdo (subindo mais vídeos para o servidor) e crítico (comentando e votando nos vídeos).

O You Tube não é o único nesta linha. O Meta Cafe é um outro exemplo de site que se tornou bem sucedido graças às melhores conexões que temos hoje (claro, quem iria esperar duas horas e meia para ver um vídeo de dois ou três minutos?).

Sistemas para relacionamento (comunicação e interação) social

Aqui tratamos dos “espaços” oferecidos para cada usuário, onde eles podem apresentar suas individualidades, ao mesmo tempo em que podem visualizar os perfis de outros usuários, podendo então trocar mensagens, imagens e outras informações.

Um exemplo clássico aqui é o Orkut, um site para relacionamento social onde os membros possuem seu espaço (perfil) e podem criar ou juntar-se a comunidades, cada qual com objetivos específicos.

O Orkut já teve sua época áurea, hoje ele passa mais por um momento de crise, onde nem todas as comunidades funcionam da melhor forma possível, virando assim depósitos para spammers colocarem várias propagandas pensando que alguém vai ler.

Lembro-me que há algum tempo atrás o pessoal dizia sobre como o Orkut iria revolucionar a forma como as empresas procuravam informar-se sobre seus empregados e possíveis candidatos, por permitir a avaliação de um perfil mais aberto do mesmo. Hoje, percebo que o Orkut não mais conseguiria cumprir essa promessa. Entretanto, em seu lugar veio o Via6, um outro site para relacionamentos, só que com um foco diferente: aqui o que vale é o profissionalismo.

Então, se você está procurando um canal onde possa encontrar outras pessoas com os mesmos interesses profissionais que os seus, nada melhor que dar uma passadinha aqui, cadastrar-se, entrar em uma das comunidades (sim, cada comunidade baseia-se em um tema que, no caso, é uma possível área profissional).

Outro site para relacionamento pessoal é o MySpace, o “espacinho” da Microsoft.

Diferentemente do Orkut, onde os perfis só são acessíveis para quem é cadastrado no Orkut, os perfis no MySpace são acessíveis a todos, além de serem muito mais customizáveis, o que acaba sendo praticamente um site, a homepage do usuário.

Quem lê revistas como a Galileu, que trata de ciência e tecnologia, já deve ter visto vários casos de pessoas que conseguiram criar um negócio, um novo empreendimento, tendo como página na web o seu perfil MySpace.

Sistemas para compartilhamento de informações

Acredito que, nesta categoria, o mais conhecido é a Wikipedia.

Quem nunca quis saber algo sobre algo e não acabou indo parar numa página da Wikipedia?

Pois é, há muita informação lá e ela é inserida e gerenciada pelos próprios usuários e isso gera vantagens e desvantagens: a maior vantagem é a fácil manutenção da informação lá, podendo ser atualizada facilmente; a principal desvantagem é que é mais complicado garantir a veracidade das informações, já que uma pessoa com más intenções pode ir lá e alterar algo.

Bem, já percebo que terei que escrever, em outro momento, uma terceira parte, falando das ferramentas que os webmasters (ou mesmo os usuários em geral) podem usar para criar o seu próprio espaço propício para a colaboração, mas isso fica para uma outra hora. 😉

Piratas, Furtos e Trapaças – Bem Vindos aos Mares da Internet (Parte 1)

Boa noite a todos!

Espero que todos estejam com seus anti-vírus, anti-spywares e firewalls ativados e bem atualizados.

Espero também que tenham lido as últimas newsletters sobre segurança e tecnologia da informação, pois todo cuidado é pouco.

Pode parecer exagero, mas infelizmente, a cada dia que se passa, é para isso que estamos caminhando: cada um de nós acaba sendo um “mini-especialista” em segurança da informação se bem quiser garantir a integridade de seu computador e, o que é ainda mais vital, das informações contidas nele.

Quem nunca deixou de ler um e-mail quando o mesmo parecia suspeito ou ao menos não abriu um anexo quando viu que o mesmo parecia ser de proveniência diferente da comentada na mensagem?

Infelizmente, tudo possui seus prós e contras: tamanha é a necessidade de defesa, que às vezes confundimos informação com risco, e aí já era. Outro dia mesmo, acabei deletando um dos emails de um aluno meu (para quem não sabe, além de desenvolvedor de jogos, sou atualmente também professor 🙂 ) que continha um anexo que era o seu trabalho. Motivo da exclusão? Não reconheci o endereço de email dele e como o mesmo não continha assunto nem mensagem e o nome do anexo me pareceu suspeito (programas.zip), já era, mandei direto para deleção.

Uma coisa é certa: ninguém espere que todos os problemas provenientes disso e de outras coisas como os hoax (boatos que são gerados simplesmente para causar tumultos e eventuais prejuízos devido à desinformação) acabem um dia. Quanto mais o tempo passa, mais somos alvejados.

No início, tremíamos quando alguém falava em vírus; hoje, este e tantos outros termos já são mais que cotidianos. Aqui vai uma rápida descrição de alguns deles:

  • Vírus – são programas ou scripts criados com o intuito de causar algum mal ao computador, tal como a perda de uma informação ou bloqueio das funcionalidades do computador. São conhecidos como vírus porque muitos desses programas possuem capacidade de auto-reprodução (criam cópias de si mesmo no computador hospedeiro) e infestação (assim que instalam-se no computador e são executados ao menos uma vez, eles tratam de inserir-se no registro, autoexec.bat, menu inicializar ou outra opção do computador a fim de que toda vez que o mesmo seja inicializado, o vírus seja executado);
  • Trojan – são programas que também buscam instalar-se em um computador, só que, de forma similar à história do Cavalo de Tróia (daí o seu nome), busca abrir portas para que o computador possa ser acessado por outra pessoa, o que pode facilitar a disseminação do trojan, bem como utilizar-se de outros recursos daquele computador ou mesmo causar algum dano;
  • Spywares – estes possuem o intuito de bancarem os “espiões”, vasculhando ao máximo as informações de seu computador e enviando para outrém. Um exemplo é o caso de spywares que se inserem em um computador a fim de dados confidenciais como cartões de crédito, senhas de banco, etc;
  • AD-wares – diferentemente dos anteriores, o maior mal que estes aqui causam é a exibição de propagandas (algumas vezes abrindo somente uma “janelinha popup”, outras vezes criando de forma incômoda e ininterrupta uma grande seqüência delas);
  • Phishing – técnica usada a fim de conseguir capturar dados pessoais (senhas de email, de banco, de cartão de crédito, etc.) de uma pessoa. Muitas vezes tratam-se de falsos formulários disponibilizados na web que tentam se passar por alguma instituição grande e importante dizendo necessitar de seus dados para algo (conferir problema bancário, entrega de alguma premiação, verificação de situação no SPC, etc.);

Bem, estes são somente alguns. Se nós fôssemos fazer uma discussão realmente ao pé da letra aqui, veríamos muitos outros casos de ataque / intrusão, mas para o conhecimento geral, acredito que estes são os mais importantes.

Como se pode ver, as ameaças são muitas e é complicado hoje em dia manter-se protegido sem estar “atualizado” e com bons softwares a fim de garantir a segurança de sua máquina.

Algumas dicas que podem ser dadas são:

  • Jamais deixe sua máquina sem anti-vírus ou com o mesmo desatualizado. Se não pode adquirir uma licença de anti-vírus, há algumas opções gratuitas na Internet – uma delas é o AVG Free. Baixe algum, instale e atualize SEMPRE! Preferencialmente, sempre cheque para saber se novas versões foram lançadas;
  • Ter um anti-vírus não o deixa livre dos spywares e outras pragas, principalmente se a sua versão for gratuita! Eu, por exemplo, uso o AVG Free (atualmente, a versão 7.5) e a própria GriSoft (empresa que o desenvolve) afirma que a versão free não é capaz de detectar os spywares e ad-wares, encorajando a aquisição do AVG Internet Security. Para resolver esse problema, é interessante a aquisição de ferramentas capazes de lidar com os spywares. Duas opções que uso são o SpyBot Search & Destroy e o Spyware Terminator, ambos gratuitos, mas aconselho encorajo e recomendo que você faça uma boa checagem de várias, pergunte a outras pessoas e, se possível, teste algumas opções;
  • Eu não gosto muito do Firewall do Windows – para mim, ele parece mais impedir que nós usemos os serviços que queremos do que impedir que problemas possam se instalar. Mas, ruim com ele, pior sem ele se você não tiver muitos conhecimentos sobre isso, então, deixe-o ativado até ter bom conhecimento sobre detecção de portas abertas e tal;
  • Quando estiver navegando na Internet, muito cuidado com os tipos de sites que você freqüenta. Você pode acabar navegando em um site cheio de spywares e vírus e, quando se der conta, sua máquina estará infestada! Sendo assim, mantenha em mente sempre quais os sites de qualidade e confiança garantida em mente e busque primeiro suas informações lá antes de navegar nos “mares dos piratas”;
  • Execute regularmente a limpeza de disco, limpeza de cache dos navegadores de Internet (removendo, se possível, os dados pessoais), verificação de vírus, spyware e ad-ware completa (para mim, completa quer dizer COMPLETA, ou seja, checar até mesmo arquivos que ainda não são considerados infectáveis), etc. Assim, você saberá como seu equipamento está indo;
  • Muito cuidado com suas senhas – evite tê-las anotadas (principalmente em locais de fácil acesso), pronunciá-las em voz alta ou informar a outras pessoas. Da mesma forma, evite salvá-las na memória do computador, principalmente se estiver usando computador público. Para isso basta observar quando você entrar uma senha e pressionar o botão para envio de dados que você deverá ver uma janela perguntando se quer armazenar a senha para execuções posteriores. Obviamente, você não deve querer salvá-las. E isso vale para todas as senhas, desde senhas de e-mail a senhas de contas bancárias;
  • Muito cuidado com os emails que você lê ou repassa, bem como quanto aos arquivos anexados ou links indicados – cheque se o arquivo é realmente algo que você estava esperando, se você não estava esperando por aquilo, desconfie. Se você perceber que o link possui alguma diferença entre um link esperado e o link real (por exemplo, para acessar o Banco do Brasil você geralmente entra em http://www.bb.com.br e o link está sugerindo http://bancodobrasil.algumacoisa.servidor.com , desconfie extremamente);
  • Cuidado com os dados que você informa em algum formulário que lhe fora enviado, principalmente se aquele formulário veio até você sem que você tivesse feito alguma requisição! Você pode acabar sendo pego pela técnica de phishing!

Ufa! Bem, estas são algumas dicas que podemos lhe passar. Na verdade, há muitas outras coisas, mas por agora, acredito que estas informações são suficientes. Mas, para completar o quadro de dicas e cuidados, uma regra muito importante:

Quando receber alguma mensagem (geralmente email) falando sobre um novo vírus / spyware / malware / qualquer-coisa-ware que está para aparecer ou ser acionado em todos os computadores e todos os usuários devem repassar isso a todos da sua lista para que todos possam ser avisados, cuidado, você pode estar diante de um caso de hoax, ou seja, de um boato que tenta causar tumulto ou mesmo prejuízo.

Bem, acredito que isto agora seja o suficiente para que muita gente possa construir a “muralha” em torno de seu computador e protegê-lo dos invasores.

Abração e até mais!

Web 2.0 – A era da comunicação e da colaboração – Parte 1

Que esta é a Era da Informação, todos nós já estamos carecas de saber.

Que a Internet consolidou-se como o meio de comunicação mais versátil e interativo, nós também já sabemos.

O que aind pode estar confuso para alguns é o que significa Web 2.0 e o que todos nós ganhamos com isso.

Não, a Web 2.0 não veio para trocar os nossos browsers por outros mais modernos, não vai tornar nossas conexões mais velozes ou a Internet mais segura. A Web 2.0 surge como a marca de uma sociedade que já consolidou a importância da web em suas vidas e que, agora, está levando ela para um novo patamar – o da máxima comunicação e colaboração.

Lembro-me que em uma edição da revista Galileu saiu uma matéria intitulada “Você é o repórter”, onde eles falavam sobre como a Web 2.0 veio a dissolver a imagem de centralização da informação e dos meios de comunicação que tínhamos graças ao rádio e à televisão – eu, neste exato momento, deixo meu papel de leitor para ser mais um contribuinte com alguma informação que espero que lhe seja útil. Sim, segundo a Galileu, neste momento eu também estaria sendo um repórter, mesmo sabendo que minha formação é somente em Tecnologia da Informação. 🙂

A Web 2.0 não é algo nova – já há alguns anos que tanto falamos nisso. Mas… Por que será que ainda tanto falamos, se não é algo mais tão novo?

O fato é que a mesma não atingiu ainda sua plenitude e maturidade da forma como esperamos. E enquanto isso não acontece, ficamos aqui, na torcida, fazendo o que podemos para ajudar “um pouco mais a cada dia”. 😉

Já parou para imaginar quanta informação geramos anualmente? E durante todas as nossas vidas? Eu mesmo me espanto com a quantidade de livros, apostilas, fotos, vídeos, DVDs, etc. que eu acumulo em minha casa. Já imaginou que interessante seria podermos fazer uma triagem, uma seleção daquilo que realmente vale a pena, categorizar e então compartilhar com todas as outras pessoas? Seria ótimo, não? Conseguiríamos mais informação útil despendendo menos esforços.

Pois é justamente este um dos principais princípios da Web 2.0 – a colaboração. E, claro, só há colaboração de verdade onde há comunicação. Estes são, então, dois dos princípios importantes na Web 2.0.

Gostaria de fazer um convite a você, caro leitor, a participar conosco desta “nova” revolução. A sua colaboração é importante, pois é ela que dá origem, justamente, ao tema de nossa discussão!

E você deve estar se perguntando: E como eu faço para colaborar? Como eu faço para tirar proveito disso tudo?

Bem, é simples, mas precisa de paciência. Em primeiro lugar, você precisará encontrar comunidades e sites que permitam a colaboração ativa de seus membros, onde você poderá aprender com os demais, bem como ensinar sobre aquilo que você sabe.

O Orkut foi por muito tempo aclamado como o símbolo da Web 2.0, devido à sua estrutura e hierarquização baseada fortemente em relacionamentos e à possibilidade de criação de comunidades gerenciadas pelos próprios membros do Orkut. Infelizmente acabou sendo também um tiro no pé: criou-se uma imagem de não-seriedade no “ambiente azul” do Google de tal forma que muitas das comunidades bem como iniciativas do mesmo estão hoje um tanto quanto desacreditadas.

Sim, eu tenho ainda minha conta do Orkut e sei muito bem que ainda há boas fontes de informação lá. Algumas comunidades realmente conseguem cumprir aquilo a que se propõem! Infelizmente elas são uma minoria.

Tantos outros ambientes surgem a fim de conquistar seu espaço como “solução web 2.0”.

Acredito que o melhor que temos a fazer é tirar proveito de tudo o que há ao nosso alcance desta nova fase. E não pense que ela é como uma onda, passageira – como já devem ter percebido, muitos dos empreendimentos tecnológicos que focam o bem-estar ou a produção chegam para ficar. E este é mais um deles.

Skydiving… no Espaço???

Bem, ao menos é o que a companhia Orbital Outfitters pretendia (pretende) lançar, segundo li em matéria da revista Galileu (agosto de 2007).

No período em questão eu não me interessei muito, mas agora, decidi refolhear a revista a fim de pegar alguns dados e procurar algo sobre o “novo esporte” para discutir aqui (eu também gosto de esportes – levantamento de garfo e corrida até o ônibus atrasado com uma barra de chocolates são meus favoritos 😀 ).

Mergulhar a uma altura de mais de 100 km (para quem não sabe e quiser comparar, o skydiving hoje é praticado a uma altura de 3000 a 4900 metros)??? Isso realmente é interessante!

Decidi então pesquisar na Internet sobre essa invenção da Orbital Outfitters: o spacediving (e, de quebra, atualizei-me quanto ao skydiving).

Bem, se você tem medo de altura e é do tipo que sente arrepios só de pensar em roda gigante, o skydiving para você deve parecer tentativa de suicídio. O jumper atinge uma velocidade de 200 km/h em queda livre, abrindo o pára-quedas em uma distância por volta de 750 metros. Abaixo, foto de um salto duplo:

Imagem de um salto duplo de skydiving

Certo… Após muita sessão terapêutica você consegue enfrentar seus temores e vai lá também gritar “Jerônimo” nessa “quedinha”.

Aí eis que você descobre que um tal Joe Kittinger, em 1960 e usando um balão de hélio, decidiu saltar de uma altura de 30 km (sim, ele mantém ainda seu recorde). Isto sim é que é “dar um pulinho”! Quer saber qual seria a sensação de um pulo desta altura?

O salto de Joe Kittinger

E, por fim, após um tratamento de choque para recuperá-lo de sua visão quase apocalíptica, eis que o convidamos para o esporte da Orbital, o spacediving. A uma altura de 100 km você se encontrará no vácuo, sob a ação de forte variação de temperatura e sem oxigênio, portanto a vestimenta deve estar bem preparada para a alta velocidade (o jumper atinge a velocidade máxima de 4000 km/h!), variações de temperatura (a criação da Orbital Outfitters suporta de -40º a 240º C) e devidamente equipada para facilitar a respiração em um ambiente tão inóspito.

Segundo a companhia, a uma altura dessas, a visão da terra e do espaço que o jumper seria mais ou menos como esta (desconsidere o equipamento cheio de propagandas 😛 ):

Uma visão da Terra segundo o space diver

Procurei em vários lugares e a melhor imagem sobre a roupa que a Orbital Outfitter desenvolveu é esta (extraída da revista Galileu):

Roupa do space diver

Por favor, desconsiderem a péssima qualidade da imagem – eu, como fotógrafo, sou um excelente programador. ^^

O mundo é realmente fascinante e com certeza ainda há muitas coisas por vir.

Quem quiser saber mais sobre esse novo esporte que ainda está por nascer, pode procurar pela Galileu que indiquei (eu cacei na Internet, mas encontrei muito pouca coisa realmente válida 🙁 ).

Empresas Verdes: É Possível?

Sim e isso já não é mais tão novidade.

Lembro-me que em fins de 2006 fiz a assinatura por um ano de duas revistas: a Galileu (uma excelente revista na área de ciência e tecnologia, diga-se de passagem) e a Pequenas Empresas & Grandes Negócios (como muitos, estava começando a pensar em abrir meu próprio negócio 🙂 ).

Nelas, muitas vezes ouvi falar sobre vários casos de empresas que desenvolvem produtos ecologicamente corretos, buscam consultoria para tornar a sua produção ecologicamente correta ou ao menos busca apóiar instituições a fim de reparar/neutralizar os malefícios que geralmente causa ao meio ambiente por meio de sua produção/manutenção (como é o caso das várias empresas que possuem hoje o certificado de neutralização de carbono).

Um exemplo de “empresa verde” que garante que hoje é neutralizada toda a sua produção de carbono é a DreamHost, onde este nosso site encontra-se hospedado (e este é obviamente mais um motivo para querermos permanecer com eles 🙂 ).

Um outro exemplo é o de Eduardo Kehl, que transformou a sua indústria de borrachas em um laboratório de pesquisas com um desafio em mãos: criar uma nova substância (batizada bioespuma) capaz de substituir o poliestireno expandido (substância usada em isopores tradicionalmente, inclusive naquelas “bandejas” de carne que vemos nos supermercado). Enquanto que o poliestireno expandido leva 500 anos para se decompor, a bioespuma leva somente dois anos!

E não pára por aí: até mesmo prédios estão sendo projetados a fim de serem ao máximo auto-suficientes, por meio de mecanismos de reaproveitamento de água, células para coleta de energia solar e tantas outras coisas.

Durante todo o ano de 2007 (e também neste primeiro semestre de 2008), ouvimos muitas iniciativas de empresas e pessoas a fim de desenvolver e implantar soluções ecologicamente corretas: bancos e grandes empresas já começam a emitir cartilhas a seus clientes falando sobre suas iniciativas em prol disso, pequenas e médias empresas fazem sua parte buscando adquirir matéria-prima e serviços de empresas com algum tipo de selo ou certificado que garanta a qualidade da mesma como uma empresa preocupada com o meio ambiente, etc.

Iniciativas como estas muitas vezes custam caro às empresas, mas com certeza o resultado ao longo de 5 ou 10 anos é satisfatório. Estamos falando da preservação do nosso planeta – se sabemos que temos que varrer nossa casa, por que não empregar uma limpeza também no mundo onde moramos enquanto há tempo?

Se as coisas progredirem do jeito que vão (e todos nós formos conscientes e apoiarmos essas iniciativas!), quiçá a humanidade ainda não tem “cura”? Quero dizer, se não conseguimos parar de produzir, ao menos que não poluamos mais.

Sim: Nós estávamos certos :)

Olá pessoal (e boa noite a todos)!

Estou escrevendo agora para dizer que nós acertamos em cheio na escolha de nossos temas aqui, e foi uma grande (e boa) surpresa.

Outro dia estava no departamento de computação (aos que não sabem, também trabalho como professor) e vi em cima do balcão uma revista – Revista da FAPESE, volume 3, nº 1, ano 2007. Aos que não conhecem, trata-se de uma revista científica elaborada pela FAPESE, um órgão de apoio à pesquisa, a fim de incentivar o desenvolvimento tecno-científico aqui, no estado de Sergipe. Quanto à revista, infelizmente não lembro agora qual a sua periodicidade, mas sei que ela é distribuída entre as instituições de educação e pesquisa da região e que essa edição não é de longa data.

Eis que folheando a revista (estou com ela aqui agora mesmo, em mãos), vejo dois artigos que muito me lembraram algo do que já escrevi aqui: “Desafios da Inclusão Digital e o Software Livre” e “A Globalização da Economia, a Internet e o Ensino de Línua Inglesa como Idioma Global”.

Oras, mas vejam só: eu escrevi dois tópicos aqui que abordam justamente a Inclusão Digital e o idioma inglês como meio que propicia a comunicação mundial: este mundo é realmente pequeno (ou plano, nas palavras de Friedmann).

Estou lendo aqui os dois textos (concordo com algumas coisas, discordo de outras, mas com certeza é um excelente aprendizado para mim – e por maior coincidência, Prof. Dr. Henrique Nou Schneider é um dos co-autores desse texto; aos que não sabem, ele foi meu orientador durante minha graduação e ainda hoje lê, critica e corrige meus artigos científicos 🙂 ) e espero em breve poder trazer mais informação a fim de que você, caro leitor, possa ser mais beneficiado.

E vamos em frente, que quando o GigaMundo acerta, todos saem ganhando! 😉