Principais práticas de gestão e sua evolução

Qual o papel da gestão empresarial?

Já não é possível gerir uma empresa sem conhecimentos sólidos em gestão empresarial, uma vez que o mercado e mudanças relacionadas estão cada vez mais dinâmicas.

E o termo gestão empresarial, sozinho, já resume bem seu papel. A palavra gestão refere-se ao ato de gerenciar algo e a palavra empresarial está ligada à expressão empresa. Sendo assim, podemos dizer que a gestão empresarial busca trabalhar o gerenciamento de uma empresa da melhor forma possível, permitindo assim aumentar seus lucros e reduzir perdas ou riscos.

E para tal, há inúmeras técnicas relacionadas à gestão que podem aumentar e muito as chances de uma empresa ser bem sucedida. A gestão, assim, busca delinear uma rota, um caminho que permitirá o bom desenvolvimento de toda a empresa em todas as suas esferas.

E a fim de melhor compreendermos os conceitos relacionados à gestão, é interessante que estudemos o seu histórico, sua evolução:

Abordagem Clássica

A abordagem clássica surgiu ainda na Revolução Industrial, num momento em que as empresas cresciam desorganizadamente e não havia nenhuma forma de gestão da mesma.

A abordagem clássica pode ser dividida em duas etapas:

  • A Administração Científica, resultado da participação de Frederick W. Taylor;
  • A Teoria Clássica, resultado da participação de Henry Fayol.

Administração Científica

Na administração científica, o foco são as técnicas de racionalização do trabalho, levando-se em conta o tempo e o movimento (ações necessárias). Concluiu-se que tais atividades deveriam ser acompanhadas de uma reorganização da empresa a fim de sanar problemas como não-aproveitamento completo de cada funcionário e a falta de uma rotina de trabalho bem estruturada.

Partiu daí, então, a formação da Organização Racional do Trabalho, fundamentada nos seguintes valores:

  • Cada perfil de trabalhador possui uma determinada função com que é mais compatível, podendo assim gerar melhores resultados;
  • Cada etapa da produção deve possui um tempo-padrão e atrasos devem ser eliminados, assim não haverá mão-de-obra sub-utilizada;
  • Deve haver compatibilidade entre a produção de um operário e o salário que ele recebe;
  • Os cargos e as tarefas devem ser bem projetados, a fim de que a divisão das mesmas entre os funcionários seja feita segundo suas especializações.

Ainda hoje, muitos desses conceitos são trabalhados na gestão empresarial, como se pode perceber por meio dos ganhos de comissões, divisão da empresa em setores e departamentos e outras características.

Teoria Clássica

Na Teoria Clássica, o foco é a estrutura organizacional, e é por meio dela que o homem deve buscar sua máxima eficiência.

Pode-se dizer que os princípios apontados por Fayol complementam aqueles apontados por Taylor:

  • Organização e divisão do trabalho;
  • Importância da autoridade;
  • Importância da disciplina;
  • Existência da unidade de comando e direção;
  • Importância da subordinação.

Tais princípios deveriam ser aliados às funções administrativas que, analisadas detalhadamente, podem ser representadas como sendo a sequência: planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar.

Apesar da importância da Teoria Clássica, muitos criticaram sua forma de atuar, uma vez que focava excessivamente no comando dos funcionários e apresentava uma visão isolada da empresa, sem considerar o ambiente em que ela está inserida.

Entretanto, se observarmos bem, perceberemos que muitas empresas ainda empregam tais práticas de gestão tão manipuladoras. Já outras conseguiram avaliar bem a Teoria Clássica e absorveram dela as funções mais importantes e adaptaram outras, focando assim mais no planejar, organizar e executar.

Abordagem Humanística

Como uma proposta contrária a alguns dos princípios da Teoria Clássica, nasceu a abordagem humanística, focada muito mais nos aspectos humanos das organizações do que no controle dos processos. Esta abordagem visa valorizar a motivação de cada funcionário, de forma a conseguir por meio desta um melhor desempenho individual.

Ela nasceu das experiências de Hawthorne e trouxe os seguintes princípios:

  • Deve-se considerar a produtividade de cada funcionário como sendo resultado de sua integração social;
  • Foco na importância do conteúdo do cargo;
  • Foco também nas relações humanas.

Pode-se resumir os princípios como a relação entre o nível de produção e a expectativa do grupo, benefícios oferecidos ao mesmo e o reconhecimento de seu papel não somente dentro da empresa, mas também pelos colegas de trabalho.

Apesar de muitas empresas, hoje, já valorizarem o seu capital humano, ainda há aquelas que consideram de maior importância as técnicas e processos na determinação dos lucros.

Abordagem holística

Uma das abordagens mais recentes. Segundo a visão da abordagem holística, deve-se integrar conceitos das várias teorias, buscando assim aliar o desenvolvimento pessoal da administração por meio de objetivos, valorização do modelo japonês e o desenvolvimento organizacional. Deve-se avaliar cada um dos setores da empresa e estabelecer uma relação entre eles a fim de melhor compreendê-los. Ela defende também uma profunda análise do mercado, definição de missões, metas e políticas e reconhecimento dos valores individuais e organizacionais.

Pode-se aliar a tudo isso uma visão muito mais ecológica. A razão para tal é que qualquer forma de agressão à natureza corresponde a uma depreciação da própria organização, a longo prazo.

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