Pais, Jovens, Jogos e Educação: e agora?

Olá a todos, mais uma vez!

Desta vez gostaria de discutir sobre um assunto muito importante, mas que a maioria prefere fingir que “não é com ele” e pronto, deixar passar batido – como os jogos interferem no processo educacional e cultural dos jovens?

Algum tempo atrás desenvolvi um trabalho sobre os benefícios do uso de jogos digitais de estratégia na educação. Não somente este, mas trabalhei inclusive em um jogo educativo, participei de alguns outros artigos sobre o mesmo e agora estou coordenando e desenvolvendo um novo projeto, este a pedidos de um aluno de mestrado.

No último sábado, fui convidado para uma entrevista em uma rádio local (rádio Aperipê) para falar sobre jogos, se há impacto ou não na formação do jovem e como os pais ou responsáveis deveriam lidar com isso.

Um primeiro tópico a se discutir foi, então, a violência nos jogos eletrônicos. Acredito que é equivocada a imagem de jogos violentos para crianças. Não há jogos violentos para crianças! Os jogos que possuem algum conteúdo violento ou com valores culturais distorcidos não são para as crianças, são para os adultos!

Pois é, este é um primeiro problema: antigamente, qualquer pai ou mãe poderia comprar qualquer jogo e dar ao seu filho, pois estava seguro de ser um jogo para crianças, já que naquela época somente as crianças gostavam de jogos.

Com o tempo aquelas crianças cresceram e tornaram-se adultos responsáveis, mas que gostam de jogos que envolvam ação, “muita adrenalina”. E por que não termos esses jogos para eles?

Há jogos para todas as idades e é por isso que é tão importante a classificação etária dos jogos. A maior parte dos jogos comprados em lojas possuem estampado em suas caixas um selo ou gravura de classificação quanto à faixa etária. Quando bem empregada essa classificação, ela ajuda a determinar se determinado conteúdo é interessante ou não para a criança.

Funciona da mesma forma que a classificação etária existente hoje nas emissoras de TV – se você está dentro de uma determinada faixa etária, então você pode assimilar aquele conteúdo como diversão sem que isso venha a deturpar valores sociais, educacionais e/ou morais que o jovem já tenha adquirido ou venha a adquirir. Simples assim!

Mas, por que isso não funciona? Porque muitas vezes os pais não possuem tempo para verificar se aquele jogo que está adquirindo ou que seu filho já joga é realmente indicado para ele ou não.

Mais tarde saem dizendo por aí sobre como é violento aquele jogo e que ele não deveria ser vendido para crianças. Mas ele não foi vendido para crianças, foi vendido para você, senhor pai, senhora mãe, que adquiriu ele, lembra-se?

Então, na hora de adquirir um jogo para o seu filho, certifique-se de que o mesmo é aconselhável para a sua faixa etária.

E lembre-se que há também os famosos jogos educativos, que possuem como objetivo estimular a capacidade cognitiva do jovem. Se possível, incentive-o a jogar tais jogos, com certeza só lhe farão bem!

Outra coisa que recomendo é que os pais envolvam-se com o seu filho nessa atividade. Sim, joguem também! Sem desculpas de que não possui idade para isso, que não gosta daquilo, que não sabe como “mexer com aquilo”, etc.

Os motivos para você, querido papai ou mamãe, jogar com seu filho são vários:

  • Atividades em família são excelente forma de estimular a comunicação entre seus membros, trazendo assim mais harmonia para o lar;
  • Se você joga com seu filho, você estará sabendo se o que ele joga pode fazer-lhe bem ou não, além de poder participar mais do processo de formação cultural, falando sobre aquilo que se está vendo (aconselhando ou desaconselhando);
  • Ajuda a conquistar a confiança de seu filho: quando você lhe disser que aquele jogo não é adequado para ele, ele vai refletir mais, em vez de somente pensar que você “não sabe do que está falando”, afinal de contas, você estava jogando com ele, não estava?

Bem, espero que esta mensagem tenha chegado a quem é por direito e dever. Se você é professor ou participa da formação educacional de outros jovens de alguma forma, ajude-nos a disseminar a “boa nova” sobre o bom emprego dos jogos, quem sabe assim não começamos a mudar algo?

Em uma outra melhor ocasião, tentarei trazer aqui uma lista de jogos que podem ser empregados na formação do jovem, com certeza são coisas assim que precisamos levar a todos.

Um abraço a todos!

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