O Sono – o que é, como funciona e por que é tão importante

Provavelmente, você dorme cerca de seis a oito horas por dia (a não ser que faça parte do mesmo grupo que eu, que abdica algumas horas de descanso a fim de trabalhar mais 🙂 ). Em outras palavras: um terço de sua vida você passa dormindo! Mas… por que o sono é tão importante em nossas vidas?

Descrição

Segundo a Wikipédia (e por meio de constatações bastante óbvias), o sono é um estado de consciência complementar ao estado de vigília, ou seja, que complementa em nosso organismo as atividades que desenvolvemos acordado, geralmente por meio do repouso bem merecido ao nosso corpo.

Nosso corpo precisa dormir a fim de:

  • Regularizar diversas funções, principalmente de manutenção;
  • Memorizar melhor importantes informações adquiridas ao longo do dia;
  • Nosso organismo realiza melhor o metabolismo dos alimentos, bem como mantém o apetite em equilíbrio;
  • Alguns hormônios importantes são produzidos mais durante o sono (na infância, por exemplo, cerca de 90% dos hormônios para crescimento são liberados durante o sono);
  • Reduzir a fadiga, stress, ansiedade e outros problemas de natureza psicológica;
  • Melhorar a imunidade e nosso corpo, pois durante o descanso interleucinas (substâncias que ajudam no combate a invasores) são liberadas;
  • Evita o envelhecimento precoce e formação de tumores, uma vez que as substâncias antioxidantes atuam mais facilmente sobre os radicais livres nesses momentos.

Durante o sono, a temperatura e pressão arterial caem levemente e os cinco sentidos são “desligados” na seguinte ordem: visão, paladar, olfato, audição e tato (ao acordar, eles são despertados em ordem inversa).

Como o sono funciona

O sono é dividido em dois principais estágios: o sono REM (Rapid Eyes Movement), que corresponde a 20% do sono, e o sono NREM (Non Rapid Eyes Movement).

O sono REM compreende o período em que ocorre movimentação rápida dos globos oculares (daí o nome) com intensa atividade cerebral, o que desencadeia a formação dos sonhos. E por falar em sonhos, se analisarmos estes, perceberemos que muitos dos mesmos são formados a partir de experiências vivenciadas no cotidiano ou aflições e problemas que enfrentamos.

Durante o sono REM os músculos ficam paralisados, as freqüências cardíaca e respiratória aumentam e a pressão arterial sobe. É neste momento que a maior parte das funções de memorização e organização das atividades cerebrais acontecem.

O sono antes e após o REM é o sono NREM, ou seja, um processo que ajuda a levar o corpo do estado de completa ou parcial vigília até o sono REM.

O sono NREM pode ser dividido em quatro fases e, indo da vigília até o sono REM, podemos descrevê-los como:

  • Primeira fase – trata-se do adormecimento. Pode durar de alguns instantes a alguns minutos. O cérebro começa a mudar suas atividades para um estado entre acordado e dormindo. Se acordado neste momento, o indivíduo alega que não estava dormindo;
  • Segunda fase – trata-se do sono mais leve. Temperatura, ritmos cardíaco e respiratório e freqüência das ondas cerebrais diminuem. A pessoa está começando a realmente adormecer;
  • Terceira fase – o corpo está entrando em um sono mais profundo. As ondas cerebrais são mais longas e lentas. O corpo está bastante relaxado. Em pouco tempo (cerca de dez minutos) nosso corpo passará para a próxima fase do sono;
  • Quarta fase – trata-se do sono profundo, que ajuda a recuperar o organismo do cansaço diário, produzir hormônios e recuperar células e órgãos. Neste momento, a pessoa está totalmente inconsciente e será muito difícil conseguir acordá-la.

Um ciclo completo do sono (NREM + REM) leva cerca de 90 minutos, podendo chegar a 120 minutos. Este ciclo é executado várias vezes e, a cada vez, menos tempo demoraremos no sono REM bem como na quarta fase do sono NREM, demonstrando que nosso organismo está sendo satisfeito quanto a essas necessidades.

Quantas horas de sono são necessárias?

Isso varia muito de acordo com cada indivíduo, entretanto especialistas apontam uma tabela contendo dados próximos da seguinte:

Tempo de vida Quantidade de horas
Primeiras semanas Cerca de 20 horas
Três primeiros meses Cerca de 18 horas
Até os três anos Mais de 10 horas
De 4 a 6 anos Cerca de 10 horas
De 7 a 8 anos Cerca de 9 horas
De 9 a 14 anos Cerca de 8 horas
De 15 a 16 anos Cerca de 7 horas
De 17 a 50 anos Cerca de 6 horas
51 anos ou mais Menos de 6 horas

A Fadiga

A fadiga é um sinal de que algo no nosso corpo não vai bem, por exemplo, o nosso sono. Talvez não estejamos dormindo o suficiente ou talvez o ambiente onde dormimos ou como nos alimentamos antes de ir dormir não esteja favorecendo o sono. Várias são as causas que podem levar nosso corpo a não descansar corretamente e, com isso, durante o nosso dia sentiremos os efeitos da fadiga.

Os primeiros sinais da fadiga são:

  • O bocejo prolongado e freqüente;
  • Ter o “olhar fixo” em algo, com dificuldade de movimentação normal dos olhos;
  • Distrair-se muito facilmente e de forma prolongada;
  • Não conseguir executar corretamente as tarefas, por mais simples que sejam.

O que pode prejudicar o sono

Cada indivíduo possui o seu “relógio biológico”, que indica quando dormir (você começa a sentir sono) bem como quando acordar (você começa a se despertar).

Entretanto, alguns problemas podem acontecer e impedir que o seu relógio biológico funcione corretamente. Alguns dos principais problemas são:

  • Possuir hábitos para dormir ou acordar diferentes, como é o caso de pessoas que “trocam o dia pela noite” ou que acordam muito cedo para efetuar suas tarefas. Neste caso, a melhor solução é reeducar seu organismo a dormir e acordar dentro de um melhor horário;
  • Problemas com fuso horário, que podem dificultar o sono, pois a pessoa estaria sentindo sono em um horário em que naquele lugar poderia ser fora do normal, o que dificultaria a execução de suas atividades bem como dormir. Pilotos, comissários de bordo e outros profissionais que trabalham muito com viagens sofrem com isso;
  • Trabalhos com turnos rotativos podem prejudicar o sono do indivíduo, uma vez que ele pode ser obrigado a ficar acordado em um turno em que geralmente ele deveria estar dormindo. Vigilantes, profissionais da área de segurança em geral e motoristas podem sofrer com esse problema.

É importante que essas pessoas procurem um horário mais ou menos fixo em que possam descansar a fim de reduzir os efeitos que as “noites mal dormidas” ou em horários diversos podem causar sobre o seu organismo.

Distúrbios mais comuns do sono

De acordo com as condições de sono, bem como do organismo do indivíduo, o mesmo pode estar exposto a problemas de saúde que podem ser desde pequenos incômodos a quem está por perto a graves problemas de saúde que podem pôr em risco sua vida.

Alguns dos principais distúrbios são:

  • Ronco – Devido à posição do palato mole e da úvula, a respiração durante o sono pode levar os mesmos a vibrarem, produzindo aquele som que todo mundo odeia – o ronco. Uma mudança de posição do corpo ou a elevação da cabeça podem ajudar a resolver esse tipo de problema;
  • Apnéia – Quando o ronco é bastante prolongado e sonoro, podemos ter um sinal de que talvez o palato, a úvula e o fundo da língua podem bloquear a passagem de ar para a faringe, o que pode levar a pessoa a ficar várias vezes durante a noite por um ou dois minutos sem respirar, o que não é nada bom!
  • Bruxismo – Por problemas nervosos ou dentais, muitas pessoas possuem o hábito de ranger os dentes. Exercícios diários a fim de mudar tal hábito, bem como o emprego de moldes plásticos que preservam os dentes e eliminam os ruídos podem ser usados;
  • Síndrome das pernas inquietas – a pessoa move bastante os membros inferiores (às vezes também os membros superiores) de forma inconsciente;
  • Parassonias – problemas decorrentes da ativação do sistema nervoso central mesmo durante o sono. Algumas delas são o despertar confusional, terror noturno e o sonambulismo;
  • Insônia – Por diversos motivos, o indivíduo não consegue dormir o número total de horas necessárias ou no período desejado. Você pode saber mais lendo nosso artigo Insônia – causas, conseqüências e tratamento.

Referências Bibliográficas Externas
ORTOBOM, Manual do Sono

WIKIPEDIA, Sono

CLÍNICA DO SONO, Clínica do Sono

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