Energias Renováveis – Solução para o planeta?

É incrível como as coisas são: a natureza sempre nos forneceu diversas fontes de energia, algumas mais “limpas” que as outras. Por “limpa”, devemos entender que seu uso não causa grande impacto ambiental.

É bem simples: petróleo é uma fonte de energia. Isso é fato. Mas qualquer estudante de ensino fundamental sabe que ele é uma fonte de energia não-renovável, ou seja, que as reservas petrolíferas podem extinguir-se devido ao seu uso. Além disso, o uso de petróleo (na verdade, de seus derivados) como combustível gera grande impacto ambiental (emissão de grandes concentrações de dióxido de carbono, que agravam o efeito estufa, aumentando assim o aquecimento global), logo não é uma fonte de energia “limpa”.

Além disso, com as crises existentes no Oriente Médio (uma das maiores regiões petrolíferas do mundo), o preço do barril do petróleo disparou, tanto que, nos anos 90, o Brasil adotou o proalcool, um programa que incentivava o uso do álcool como combustível a fim de reduzir o consumo de gasolina, um dos derivados do petróleo e que teve seu preço, conseqüentemente, alavancado.

Naquela época a preocupação não era se se tratava de uma fonte de energia renovável ou não, “limpa” ou não. O que se desejava mesmo era o consumo de outro tipo de combustível uma vez que o preço da gasolina tornara-se instável, bem como a possibilidade de compra de petróleo do Oriente Médio.

Hoje as coisas são um pouco diferentes. Atualmente, vemos um “vilão” diferente: o aquecimento global. E com ele, a preocupação com o uso de combustíveis que causem um menor impacto no ambiente.

Desta forma, surgiu um novo “manual” para o bom combustível:

  • Deve se tratar de uma fonte renovável a fim de garantir que o mesmo sempre poderá ser utilizado;
  • Deve se tratar de uma fonte “limpa”, ou seja, com baixo impacto ambiental – por exemplo, emitir menores concentrações de gás carbônico;
  • Deve possuir um bom custo x benefício, a fim de que o mesmo seja acessível economicamente às indústrias, bem como à população;

Na luta para identificar-se a “fonte energética perfeita”, ou somente aperfeiçoar as fontes já identificadas, o ser humano vem se demonstrando bastante criativo e empregando os mais diversos meios. Os que mais vêm se destacando nos últimos anos são:

Álcool

Esta talvez seja a “fonte-combustível” renovável mais conhecida, graças ao programa Proalcool dos anos 90 e ao interesse de pesquisadores americanos em estudar as condições necessárias para o cultivo da cana-de-açúcar brasileira em escala necessária para suficiente importação. Sim, já há gente lá fora de olho em nosso álcool.
Uma coisa que comentei outro dia é que, apesar do tanto que se fala, o álcool gera quantidade equivalente de gás carbônico que a gerada pela queima da gasolina! A diferença é que o álcool ABSORVE parte desse gás carbônico no processo de fotossíntese pelas plantações de onde o mesmo será originado.
Além disso, não é só da cana-de-açúcar que podemos obter o álcool: podemos conseguir também a partir da palha de arroz, trigo, soja e milho (necessitando, para estes casos, empregar uma bactéria modificada geneticamente para tais fins – olha a biotecnologia aí, pessoal!).

Força Eólica

Não é de hoje que o homem sabe que se pode usar a força dos ventos para ajudar em seu trabalho: quem nunca viu um filme tematizado na Idade Média, mostrando um moinho de vento, provavelmente a moer grãos de trigo ou executar alguma outra tarefa?
Pois é, só que naquela época não nos preocupávamos em transformar essa energia em energia elétrica. 😀
Hoje, estudos já revelam como melhor aproveitar a força eólica para gerar energia elétrica e apesar de ser esta uma das fontes mais limpas que há, não é todo lugar onde podemos consegui-la, pois somente são interessantes ventos com velocidade média de 6 m/s (o equivalente a 21,6 km/h), além de ocupar uma extensa área.
Bem, quem sabe, com o tempo, não aprendemos como melhor aproveitar as áreas a fim de explorar tal recurso, não?

Energia Solar

Obtida pela captação direta da radiação solar por meio de algum dispositivo (tais como painéis solares ou células fotovoltaicas), esta é outra forma de geração de energia com impacto ambiental quase nulo!
Entretanto, ainda não é muito bem aproveitada, devido ao baixo rendimento oferecido pelos atuais dispositivos, bem como ao excessivo custo na fabricação dos mesmos.
Bem, apesar de não se poder aproveitar em grande escala como fonte de energia elétrica, a energia solar vem sendo empregada em outra “frente de aplicação”: em prédios e residências, como um meio para aquecimento natural.
Aqui mesmo, no Brasil, já há várias pessoas adotando paineis solares para aquecer a água (no lugar do chuveiro elétrico ou para cozer alimentos). Há inclusive panelas de pressão solares (não estou brincando, realmente vi isso em um catálogo, é uma pena que não pedi uma só para ver como era 🙂 ).

Biomassa

Aqui, estão incluídas todas as fontes de energia cujas origens incluem o processamento de resíduos vegetais, animais ou de itens biodegradáveis.
Assim como a matéria, a biomassa pode apresentar-se na forma sólida (carvão vegetal, por exemplo), líquida (biodiesel, um dos principais representantes) ou gasosa (biogás, a biomassa gasosa mais empregada).
O biogás, por exemplo, pode ser obtido pelo processo de resíduos animais ou vegetais, como o esterco, ou extraído de grandes aterros urbanos, onde exala naturalmente o gás metano.
O biodiesel vem ganhando destaque e muito se ouve falar sobre os benefícios ecológicos que há por trás da substituição do diesel comum, derivado do petróleo, pelo biodiesel.

Hidrogênio

O hidrogênio ganha sua “estrelinha de bom mocinho” na produção de energia pois sua utilização produz somente água, e não gás carbônico, como ocorre em muitas das formas anteriores (em maior ou menor escala, mais ocorre). E sem gás carbônico, sem efeito estufa, sem aquecimento global e sem um monte de problemas que ultimamente temos guardado em nossa coleção de “coisas que a humanidade fez ao coitado do planeta”.
Infelizmente, o hidrogênio ainda está longe de ser nossa salvação, uma vez que a tecnologia de produção e utilização é ainda hoje economicamente inviável. 🙁

Energia Hídrica

E, por fim, vamos falar daquela que é tanto explorada aqui no Brasil: a energia hídrica. Muito provavelmente a energia que chega até a sua casa teve sua origem em uma das várias hidrelétricas existentes no país.
Não-poluente e altamente renovável, esta forma de geração de energia utiliza-se da força das quedas d’água a fim de mover turbinas que irão gerar energia elétrica por meio de manipulação de campos magnéticos (processo similar acontece em várias outras tecnologias, como a nuclear e a eólica, mudando somente a força motriz que move as turbinas 🙂 ).
Mas, como nem tudo são flores, há alguns problemas: a criação de grandes hidrelétricas pode levar ao alagamento de grandes regiões, interferindo naquele ecossistema e obrigando famílias a abandonarem suas moradias na região.
Como solução, emprega-se a construção de hidrelétricas de porte menor a fim de reduzir o impacto.

Bem, estas são as principais fontes de energia comentadas e estudadas atualmente e sim: as fontes de energias renováveis podem ser a solução para o nosso planeta, que já não anda bem de saúde há muito tempo. O que falta é que todos, desde as grandes corporações até as mais humildes residências, assumam seu papel neste processo de “reconstrução” do nosso planeta.

Quem sabe ainda não há chances para o mesmo recuperar-se? 😉

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One comment

  1. […] tem-se falado sobre a importância do uso de novas fontes de energias renováveis, principalmente as “energias limpas”, isto é, aquelas que possuem o menor impacto […]

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