Como Sair do Vermelho e Fazer Meu Dinheiro Render?

Sejam bem-vindos a mais um texto, desta vez sobre como sair do vermelho e melhor administrar as suas finanças. 🙂

O tema de hoje foi escolhido pois percebi que nos dois primeiros tópicos falei sobre como planejar a poupança e investimentos, mas percebi que tinha esquecido de um pequeno grande passo: muito conseguimos ganhar (ou “não perder”, que seria o mais correto), simplesmente sabendo como economizar nosso dinheiro, bem como descobrindo onde estão as boas oportunidades.

Conheço pessoas que não conseguem sair do vermelho – perguntam-me como fazer para superar isso, converso sobre algumas possibilidades, mas geralmente essas pessoas acabam por não seguir tais conselhos. Deixam de fazê-lo, pois não querem abrir mão de certos luxos que possuem em seu dia-a-dia. Bem, dinheiro não nasce em árvores, então se queremos “tapar o ralo” por onde nosso dinheiro está escoando, precisamos começar a PENSAR E AGIR de forma a resolver esse problema. Fugir não resolve, pelo contrário, mais tarde, quando você tornar a encará-lo, perceberá que ele tomou proporções mais monstruosas ainda. E agora José?

Bem, vamos às dicas do dia! 🙂

Ponha na ponta do lápis todos os gastos

Esta regra aqui eu já conhecia há muitos anos, mas somente quando eu fui morar em Belo Horizonte é que percebi a diferença entre “pôr na ponta do lápis os PRINCIPAIS gastos” e “pôr na ponta do lápis TODOS os gastos”.

Quando você leva em consideração tudo, até as “bobagens” que você compra no dia-a-dia (um lanche que faz em algum escolar, uma passagem de ônibus a mais que você precisou, etc.), você começa a perceber exatamente aonde seu dinheiro está indo e você precisa saber disso a fim de tomar decisões importantes.

Lembre-se que você está administrando-se e a boa gestão só pode ocorrer por meio de dados que sejam mensuráveis.

Sim, eu sei, é muito chato, principalmente no início, ficar anotando tudo, mas quanto mais coisas você anotar, melhor!

Diferencie gastos essenciais de supérfluos

Agora que você já pôs todas as contas no papel, olhe para todas elas e responda-se: todos esses gastos são mesmo necessários? Com que freqüência eu os pratico e qual deveria ser a melhor freqüência a fim de que não atinja meu bolso?

É importante observar aqui que você deve saber bem como diferenciar gastos essenciais de gastos supérfluos!

Algumas pessoas encaram muitos tipos de gastos supérfluos (ou que poderiam esperar mais um pouco para serem realizados) com gastos essenciais. Se você acabar por fazer isso, de nada adiantou pôr as contas no papel – as contas são um guia, mas é o corte de gastos que leva a uma contenção real da válvula de escape do $$$.

Lembrando que o outro lado da moeda também é válido: você não deve considerar como supérfluos gastos que sejam essenciais. Um exemplo é o de uma pessoa doente que deixa de comprar seu remédio para “economizar”. Na verdade, no fim das contas ele vai gastar muito mais, pois sua doença vai piorar, obrigando-o a tomar dosagens até mais altas, sem contar que pode afetar a saúde do paciente.

Saiba pesar na balança e, uma vez identificados os gastos supérfluos

Faça reduções nos gastos

Reduzir seus gastos é uma forma de fazer o seu “dinheiro voltar para o seu bolso”.

Gastos com contas de água, energia elétrica, telefone, tv a cabo e gás podem facilmente “queimar” de R$ 400,00 a R$ 500,00 de seu orçamento. A suspensão da TV a cabo, por exemplo, mais uma política de contenção aos gastos com energia elétrica, telefone e gás podem ajudar bastante, podendo levar suas contas até mesmo a um patamar de R$ 150,00 a R$ 200,00, ou seja, uma redução de cerca de 60%.

Aqui podemos incluir também a importância de selecionar bem os produtos e serviços que se adquire, fazendo uma relação “custo x benefício” a fim de checar quais serão os melhores para você (e lhe permitirão “sair do vermelho”, já que esta é a nossa proposta).

É proibido o uso do cartão de crédito e cheque especial!

Eu sei, eu sei… Quando não se tem dinheiro e se quer alguma coisa, só dá para apelar para o cartão de crédito. Mas às vezes, vale mais em conta adiar um pouco o sonho de consumo a fim de não ter que pagar as tão famosas “taxas de juros”.

Engraçado é como as propagandas são enganosas, falando que não há juros nas compras no cartão, mas se você perguntar em quanto fica se comprar a prazo, eles lhe dirão que há um desconto variando, geralmente, de 10% a 20%. Esse desconto que surge, na verdade, leva o produto ao seu preço REAL, enquanto que o valor dito como SEM JUROS é o valor do produto com o juros já incluído.

Tomemos como exemplo alguém que compra algo usando o cheque especial. Geralmente as taxas do cheque especial variam entre 7% e 9%, ou seja, para cada R$ 100,00 comprados desta forma, você deverá gastar um acréscimo de R$ 7,00 a R$ 9,00. Supondo que a loja esteja vendendo seu produto “sem juros”, significa que você pagará, pelo mesmo, o valor de R$ 108,00.

Agora, digamos que ao conversar com o vendedor você fica sabendo que aquele produto, se comprado à vista, possui um desconto de 10%. Bem, isso significa que o preço do produto será de R$ 90,00 e você terá, então, uma diferença (positiva para o seu saldo) de R$ 18,00. Se levar em consideração que o valor inicial do produto é de R$ 100,00, podemos dizer que foi uma boa economia, não?

Bem, mas você não tem o dinheiro agora, não é? Se este se trata de um gasto necessário, mas que pode aguardar, deixar para comprar no mês seguinte e, assim sendo, juntar o valor, é mais interessante, já que você:

  • Desembolsaria no total um valor menor;
  • Não perde o controle sobre os gastos em cartão e em cheque especial (vamos estar evitando eles!);
  • Terá alguma reserva financeira para o caso de surgir alguma urgência, onde geralmente a gente prefere abrir mão de comprar um determinado bem e ficar com a consciência tranqüila porque na hora da necessidade nós “tivemos como nos safar”.

Busque fontes alternativas para conseguir algum dinheiro extra

Bem, o que dizer: dinheiro não nasce em árvores. Então, se você está sem, nada melhor do que pegar algumas de suas horas livres e tentar investir em algo onde possa ter algum retorno.

Este passo é um pouco complicado para descrever para cada um o COMO executar. No meu caso, por exemplo, que sou professor e profissional da área de Tecnologia da Informação, bastaria ministrar algumas aulas de reforço escolar, procurar alguma instituição ou pessoa que necessidade de meus serviços temporariamente, etc.

É bom lembrar que essa atividade extra não pode atrapalhar o seu emprego, sua principal fonte de renda, pois muito provavelmente você perderia muito mais do que ganharia.

Sobrou algum? Poupança!

Assim que você conseguir sair do vermelho e perceber algum dinheiro sobrando, não se deixe levar pela euforia de querer comprar isso ou aquilo – analise com calma, compras essenciais tudo bem, senão, que tal tentar fazer o dinheiro render um pouquinho mais (ou ao menos ter uma reserva para o caso de uma emergência)?

Ponha o dinheiro em uma poupança. Como já falamos várias vezes aqui, esta é uma boa forma de fazer o seu dinheiro render, principalmente quando o valor é baixo (e é, já que você está saindo agora do vermelho) ou você não tem muito tempo ou experiência para altos investimentos.

Lembre-se: para garantir que possamos TER ALGO AMANHÃ (um bem maior ou uma aposentadoria mais cômoda, por exemplo), precisamos FAZER ALGUNS ESFORÇOS HOJE!

Lembre-se: planejamento é a alma do negócio!

Planejar, planejar, planejar… Você deve criar um plano assim que decidir dar a “virada” na situação de sua conta bancária e revisá-lo e atualizá-lo periodicamente, a fim de garantir que os objetivos estão sendo alcançados e que as metas são tangíveis.

Uma dica que posso oferecer é o curso de Análise e Planejamento Financeiro do Sebrae, um curso feito pela web (eu participei de uma turma e gostei muito, como comentei há algum tempo atrás) gratuitamente e que, apesar de ser focado em empresas, pode ter seus conceitos facilmente transportados para o seu cotidiano.

Bem, a partir daqui, quando após muitos esforços (sim, estamos falando de contenções de gastos por vários meses, até anos, antes de começar a usufruir do dinheiro economizado), você pode sentir-se empolgado e querer que seu dinheiro renda ainda mais.

Bem, é aqui agora onde entra a ajuda que ofereci com os outros tópicos, falando sobre poupança, investimentos e ações!

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7 comments

  1. umberto says:

    espero com sucesso

  2. […] Como sair do vermelho e fazer meu dinheiro render? […]

  3. […] Bem, para não sermos redundantes, vou indicar aqui um artigo que escrevi algum tempo atrás e que muitas pessoas têm gostado de ler: Como sair do vermelho e fazer meu dinheiro render? […]

  4. […] no Giga Mundo, nós já publicamos um artigo chamado Como sair do vermelho e fazer meu dinheiro render? . A publicação desse artigo foi tão benéfica que decidimos por publicar uma nova versão dele […]

  5. […] este assunto ano passado, no Giga Mundo, no artigo de nome Como sair do vermelho e fazer meu dinheiro render?. Nossos textos sobre negócios e finanças foram tão procurados por lá, que não resisti e decidi […]

  6. […] Como sair do vermelho e ainda ganhar dinheiro?, uma revisão, atualização e ampliação do artigo Como sair do vermelho e fazer meu dinheiro render? anteriormente publicado […]

  7. Marcos Kennedy says:

    Falando de colocar os gastos na ponta do lápis, eu prefiro colocar em uma boa e eficiente planilha, estou usando uma que eu mesmo desenvolvi, antes eu não tinha nada no final do mês, hoje já posso tomar decisões em relação a comprar a vista ou a prazo, pois posso planejar meus futuros gastos pois tenho dinheiro em conta, e não o que a gente mais busca CRÉDITOS.

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