Como pagar o financiamento da casa?

A casa própria é o sonho de todo brasileiro, como já dizia Sílvio Santos com o seu Baú da Felicidade, o problema é que nem todos sabem como pagar o financiamento da casa em dia, tendo em vista que se trata de uma quantia considerável que será deduzida de seu orçamento mensalmente, ao longo de 10, 20 ou 30 anos!

Pagar o financiamento da casa não é difícil, não mesmo! O difícil é conseguir estruturar todo o orçamento doméstico (que na maioria das famílias brasileiras enquadra-se no cálculo “salário mais cartão de crédito”, isto é, utilizam-se do cartão de crédito como se fosse um complemento do salário, esquecendo-se de que ele na verdade é um crédito, isto é, um tipo de empréstimo.

Se você já comprou sua casa e agora precisa reestruturar suas contas para conseguir “por as coisas de volta ao trilho”, este artigo foi escrito pensando em você. Se você ainda vai comprar a casa e está pensando em como melhor economizar e financiar o seu imóvel, este artigo também foi escrito para você. Bem, este artigo também foi feito para você, amigo leitor, que não está pensando em adquirir casa mas se interessou pelo assunto. 😉

Bem, vamos lá então que o assunto é quente!

Hora de poupar, investir e fazer seu dinheiro render…

Se você ainda não adquiriu sua casa própria (ou apartamento) e não possui urgência em fazê-lo, pode começar por poupar e investir parte do seu dinheiro, de forma que o mesmo possa crescer e gerar-lhe assim um melhor poder aquisitivo.

É um tanto quanto óbvio, mas parece que, enquanto não se precisa da casa, enquanto se mora na casa dos pais, a maioria dos jovens não percebe a importância de poupar algum dinheiro, preparando-se para um tempo futuro que logo virá. Geralmente, acabam por preocupar-se mais com o hoje, com o gastar em vez de investir, de tal forma que, quando sentirem a necessidade apertar somente poderão lamentar o fato de não terem feito nada antes.

Sendo assim, não espere a consciência reclamar, comece hoje a se preparar para um futuro cheio de decisões e desafios! Você pode até não adquirir uma casa nos próximos cinco ou dez anos, mas com certeza esse dinheiro estará sempre disponível a você de forma que se precisar o terá.

Busque boas oportunidades de fazer seu dinheiro render por meio de uma dosagem adequada de renda fixa e renda variável. Fundos de investimento podem ser interessantes. Manter uma parte em CDBs, RDBs ou títulos públicos também são boas escolhas.

Enquanto você mora com seus pais e é solteiro você pode econimzar grandes quantias de dinheiro – as despesas com moradia, alimentação e saúde geralmente não estarão por sua conta. Aproveite, então, para traçar metas financeiras boas (total economizado e investido em um ano, por exemplo) e determine diretrizes para alcançá-las.

Quando é o melhor momento para adquirir um imóvel?

Bem, lembre-se que nossa preocupação ainda é como pagar o financiamento da casa, de tal forma que devemos escolher o momento certo para adquirir um a fim de não termos muito gastos.

Se você conhece uma área de sua cidade onde as construções residenciais estão sendo valorizadas e você possa arcar com as despesas de financiamento, pode ser interessante adquirir algum imóvel naquela região pois, uma hipótese, mesmo que você decida que não quer mais morar ali poderá vender por um preço acima do que comprou e, assim, lucrar ainda com a operação.

Se, pelo contrário, os preços estão sendo desvalorizados na região, pode ser melhor esperar um pouco mais para não fazer uma escolha errada.

Além disso, se não há urgência em mudar-se para a nova casa (algo bom que pode lhe acontecer se você planejar com bastante antecedência), o ideal é procurar uma casa ou apartamento em um desses “feirões de casas em construção”, também conhecidas como “casas na planta”, isto é, a construção em si ainda não existe, mas a construtora já está iniciando as obras e você pode ser sortudo e adquirir um imóvel com boa localização. Lembre-se que muitos dos que compram casas nos feirões estão também a investir, pensando em mais tarde vender essa casa por um valor mais alto, então não perca tempo na hora de verificar imóvel e fechar acordo.

Um imóvel em construção geralmente leva de um a dois anos e meio para ficar pronto. Nesse período, os juros que correm sobre o montante da dívida rendem segundo a rentabilidade da caderneta de poupança. Após o término desse período (na famosa “entrega da chave”), passam a correr os juros negociados na agência bancária.

Pago aluguel e quero adquirir minha própria casa… Será que dá?

Sim, você pode dar entrada no financiamento de sua casa, mas lembre-se que você estará arcando, mensalmente, com dois gastos – a poupança da construtora e o aluguel de seu imóvel.

Aguarde o melhor momento, consiga antes guardar alguma reserva.

Antes de mais nada, enxugue ao máximo o seu orçamento a fim de avaliar se o mesmo suporta mais este gasto ou não. Se perceber que ficará impossível pagar, é melhor esperar mais um pouco, manter o orçamento enxuto e ter a certeza de que tudo correrá bem!

Ressalto a importância disso pois, apesar de óbvio, muita gente se esquece disso. As pessoas parecem ficar “encantadas” com o sonho da casa própria se concretizando, a ponto de não perceber que os números que ali estão podem se tornar pesadelos. A cada mês do período da construção do imóvel você deverá pagar mais uma mensalidade da poupança da construtora, bem como os juros sobre o financiamento que estarão a correr. Um imóvel onde a mensalidade da poupança é de R$ 500,00 e o financiamento é de R$ 60.000,00, por exemplo, pode facilmente levá-lo a pagar nos últimos meses antes de receber as chaves um valor de R$ 900,00 ou mais (somando a mensalidade da poupança com os juros do financiamento e a correção no valor imobiliário). Some isso ao valor do aluguel que você está a pagar e veja se não está bastante salgado!

Para saber como melhor cortar despesas e buscar formas de ganhar dinheiro, indico a leitura de nosso artigo Como sair do vermelho e fazer meu dinheiro render? bem como participar de nosso outro blog, Clube do Dinheiro, focado em finanças, negócios, oportunidades e como ganhar dinheiro. 🙂

Certo, já me decidi, vou adquirir agora, o que fazer?

Antes de mais nada, prepare toda a papelada de que vai precisar para comprovar que pode pagar o financiamento e prepare-se para usar o máximo de recursos próprios a fim de ficar o mínimo possível para financiar.

Não sabe o que são recursos próprios? Recursos próprios em um financiamento imobiliário é o valor em dinheiro que você aplica a fim de negociar um valor de financiamento menor (já que você estará dando uma parte do dinheiro, é óbvio que vai reduzir a dívida, não?).

Você pode estar se perguntando: e vale a pena? Não seria melhor eu empregar esse dinheiro em outra coisa? Muito dificilmente. O seu dinheiro não ficará lá parado, estará em uma caderneta de poupança, rendendo juros mensalmente, na mesma proporção dos juros da dívida. Se você tentar aplicar esse dinheiro em outra opção e conseguir um resultado inferior ao da caderneta de poupança, já terá jogado uma parte do seu dinheiro fora.

Mas se você tiver boas opções para investir o dinheiro, então vale a pena sim.

Outro ponto a se observar na hora do financiamento é o prazo do financiamento, isto é, em quantas prestações você deseja quitar a dívida. Obviamente, quanto maior o número de prestações, menor será o valor de cada prestação, entretanto a soma de todo o montante pago crescerá ainda mais!

É preferível que se empenhe e o faça no menor tempo possível: é melhor que aperte o orçamento mais por menos tempo do que tenha ele um pouco mais aliviado, porém tendo que pagar por muito mais tempo. Mas é claro que você não pode decidir a respeito disso sem levar em conta o seu potencial para pagar as prestações, pois adiantaria negociar um prazo curto mas uma prestação muito alta que não conseguirá pagar?

Aproveite também os descontos que o governo, por meio do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), vem oferecendo à população a fim de adquirir sua casa própria. Você pode conseguir descontos de R$ 10.000,00, R$ 15.000,00 ou mais! Atualmente, o nome do programa é o “Minha casa, minha vida”, mas mesmo que não haja com esse nome, sempre há os tais descontos concedidos, busque manter-se informado a respeito.

Ah, e é claro, se possível, use o seu FGTS para amortizar a dívida – o rendimento do FGTS é de 3% a.a. (ao ano) somente, enquanto que a sua dívida renderá de forma similar à poupança, que anualmente é de 6% a.a. + a Taxa Referencial, em outras palavras, a dívida cresce muito mais rapidamente do que seu FGTS pode crescer!

Já firmei o financiamento da casa, e agora, como pagar?

É engraçado que, enquanto isso não virar problema, as pessoas não prestam atenção, entretanto quando a coisa apertar de forma a não ter por onde sair, aí todos reclamam e ficam a querer culpar uns aos outros por não ter se precavido antes… Que tal fazer o certo desde agora?

Se vai viver em família, lembre-se que o planejamento financeiro (onde estará incluído o pagamento do financiamento da casa) é uma atividade familiar, isto é, deve envolver todas as pessoas da família, cada qual contribuindo como pode, oferecendo opiniões e discutindo soluções. O ideal é que três vezes ao ano a família se reúna para discutir a respeito dos gastos atuais  e futuros, buscando determinar como melhor proceder. Em “tempos de crise”, pode-se (e deve) aumentar o número de reuniões a fim de estarem sempre discutindo o problema.

O planejamento financeiro em família não deve servir como um momento para tentar apontar culpados, mas sim, como uma forma de procurar soluções!

Busque sempre amortizar o máximo que puder do financiamento – quanto mais rápido a dívida acabar, menor será o montante total pago. Obviamente, você não pode pagar adiantar parcelas do financiamento enquanto se está com dívidas no cartão de crédito, pois os juros do cartão são muito mais altos! Leve isso tudo em consideração e priorize os tipos de pagamentos.

E cuidado para não “deixar-se levar” pela ideia geral da população de que “é melhor pagar em suaves prestações do que sacrificar-se um pouco hoje para reduzir as dívidas”. Foi assim que o Brasil começou uma dívida que perdura (e cresce) até hoje! E lembre-se: se o senso comum estivesse correto, todo mundo era rico, já que é o que todos fazem!

Mas por que essa pressa toda para pagar a dívida?

Bem, no meu caso, a “pressa toda para pagar a dívida” ajudou-me a quitar todo o valor e pagar somente um pequeno acréscimo em cima do valor, decorrente do período de construção do imóvel. Se, pelo contrário, eu tivesse optado por pagar a dívida em módicas parcelas por um período de 20 anos, o montante total pago seria três vezes o valor do imóvel na planta!

Ficou bastante perceptível agora em que me ajudou “correr para pagar a dívida”? 😉

Bem, agora é com você, amigo leitor, que estratégias está utilizando para pagar o financiamento da casa em dia ou até mesmo antes do prazo?

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3 comments

  1. Dougllas says:

    Muito Obrigado pelas informações. Ao ler seu artigo refleti sobre diversas coisas que realmente não as teria pensando sem antes lê-lo. Vlw mesmo,grade abraço

  2. nara says:

    como sair do vermelho recebo bem mas as minha contas viro uma bola de neve pago e pago e nunca termina

  3. admin says:

    Olá Douglas, tudo bem?

    Fico feliz que este artigo o tenha ajudado a refletir um pouco mais sobre o assunto – e espero que as decisões após tanta reflexão sejam as melhores para você (e sua família, caso seja “chefe de família”). 🙂

    Olá Nara, tudo bem? Você não é a primeira (e acredito que não será a última) a comentar-me que apesar de receber bem as contas viraram um grande problema que, aos poucos, foram tomando proporções assustadoras.

    Estarei agora mesmo escrevendo um novo artigo para publicar aqui no blog, então até amanhã ele já deverá estar prontinho e disponível, ok? Até breve!

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