Como fazer o seu blog receber mais tráfego – Parte 2

Olá! Vocês devem lembrar de quando trouxemos aqui a primeira parte do Como fazer o seu blog receber mais tráfego,um artigo falando algumas dicas que qualquer um pode seguir na hora de criar e manter seu blog a fim de aumentar o número de visitas. Pois bem, aqui está a segunda parte desse artigo tão esperado!

Bem, desta vez vamos começar fazendo uma análise mais aprofundada sobre a proveniência dos visitantes, assim fica mais fácil conseguir identificar o que fazer para que mais visitantes cheguem até o seu site, concorda?

As três principais “origens” dos visitantes de seu website

Se você utiliza uma boa ferramenta de análise estatística para o seu website (e eu espero que esteja usando!), já deve ter percebido que são geralmente três as principais formas como os visitantes chegam até o seu site:

  • Por meio de pesquisa um mecanismo de busca – Google, Yahoo, AltaVista, Ask e tantos outros mecanismos de busca podem servir como um excelente cartão de visitas para o seu blog caso o mesmo se destaque em buscas por certas palavras-chave. Sendo assim, quando um usuário busca por algo relacionado ao seu blog, ele pode chegar até o seu website, então, quanto melhor rankeado for o seu site no mecanismo de busca para determinadas palavras e quanto mais pessoas procurarem essas palavras, mais visitantes você poderá ter! Parece complicado? Nem tanto, um blog com artigos bastante relevantes e bem definidos quanto ao seu tema pode conseguir isso sem grandes dificuldades;
  • A partir de link em outro site referenciando o seu – Esta é uma outra forma de conseguir visitantes. O tempo médio de permanência dos visitantes em um site gira em torno de um a três minutos. O que acontece após esse tempo? Eles podem clicar em um dos vários links que há na página ou retornar à anterior e trilhar uma nova direção.  Sendo assim, aquelas parcerias que você cria com outros sites ajudam-no a receber usuários provenientes de outros sites. Além disso, alguns mecanismos de busca como o Google levam em conta o número de páginas que apontam para o seu blog a fim de melhor rankear o mesmo;
  • Acesso direto – Este processo se dá quando a pessoa abre um navegador e digita diretamente o seu URL, não entrando portanto por meio de algum outro site.  A pessoa pode estar entrando no seu site assim porque realmente conhece o mesmo ou porque algum amigo lhe indicou dizendo ou escrevendo em um pedaço de papel, e-mail ou qualquer outra coisa, o URL. Como é de imaginar, URLs curtas, fáceis de lembrar e que sigam um padrão esperado pelas pessoas são mais fáceis de serem acessadas diretamente, além do que, a escolha por URLs fáceis de lembrar e que sejam relevantes para o conteúdo a ser abordado pode ajudar a rankear melhor seu blog nos motores de busca.

Bem, a primeira pergunta que nos surge é: qual dessas três origens conseguirá mais visitantes para o meu blog e, conseqüentemente, pedirá mais de minha atenção?

A resposta é: depende. Depende do tipo e formato do conteúdo a ser abordado, o que você oferece aos seus visitantes e outras coisas. Mas é bem verdade que, no quesito blog, os motores de busca conseguem um grande número de visitantes.

Sendo assim, que tal vermos rapidamente a anatomia de um motor de busca?

Anatomia de um motor de busca / search engine

Há diversas formas de subdividir as várias partes de um motor de busca, mas para os nossos atuais estudos, vamos considerar somente o fato de que todo motor de busca deve possuir:

  • Spider, robot ou robô – trata-se de uma aplicação que percorre os vários sites existentes na Internet, link por link, indo de uma página a outra. Uma vez na nova página, o spider varre todo o conteúdo e envia para uma outra aplicação, encarregada de identificar as palavras-chave bem como a relevância da página naquele assunto;
  • Banco de dados -todo motor de busca mantém um banco de dados com informações de cada página encontrada, qual é o seu peso nas buscas para determinadas palavras-chave e atualiza tal banco de dados periodicamente;
  • Algoritmo para classificação e ordenação das páginas no ranking das buscas – quando um usuário pesquisa por meio de uma palavra ou um grupo de palavras, o moto de busca deverá retornar inicialmente os links mais relevantes para aquele assunto.

Essas três partes são importantes e, como pode reparar, não podemos intervir diretamente no funcionamento de nenhuma delas. Entretanto, mas se conhecermos um pouco os critérios que os motores de busca utilizam para classificar e ordenar, talvez possamos otimizar nosso blog para que ele possa ser melhor rankeado, sendo portanto visto por mais pessoas e, conseqüentemente, conseguindo mais tráfego!

O que é Search Engine Otimization (SEO)?

Como a própria expressão já diz, trata-se da otimização de um website visando o funcionamento dos motores de busca. Juntamente com o Search Engine Marketing (SEM), vem ganhando destaque na Internet devido à grande disseminação dos mecanismos de busca, bem como de suas capacidades de processar um grande volume de páginas diariamente, mantendo-se assim facilmente atualizados.

De acordo com as medidas adotadas para conseguir tal otimização (se elas são corretas segundo os mecanismos de busca ou não), surgiram duas denominações (atenção, quando conversar com alguém, use as denominações em inglês):

  • White Hat SEO – O SEO “chapéu branco” é aquele que se utiliza somente de técnicas explicitamente permitidas pelos mecanismos de busca como forma de melhor rankear as páginas e domínios nas buscas. Apesar de ter um crescimento mais lento que o “chapéu preto”, não corre o risco de ser punido pelos motores de busca;
  • Black Hat SEO – O SEO “chapéu preto”, ao contrário do anterior, utiliza-se de técnicas proibidas pelos mecanismos de busca por saberem que elas conseguem resultados muito mais rapidamente. O problema é que, caso o moto de busca descubra o que está sendo feito (o que não é impossível), ele pode punir severamente aquele site ou blog como forma de fazer o mesmo retratar-se e mudar de atitude.

E por fim, uma outra denominação que vem surgindo como uma intermediária delas é Grey Hat SEO (SEO “chapéu cinza”), que se utiliza de técnicas com boa alavancagem para o site que ainda não foram julgadas como incorretas pelo motores de busca, mesmo que haja técnicas análogas já proibidas. O que pode ser tão arriscado quanto o Black Hat SEO, já que tais técnicas podem, da noite para o dia, passarem a ser proibidas.

Obviamente, abordaremos aqui somente técnicas white hat, já que nosso intuito é ajudar e não atrapalhar ainda mais o seu blog . 😉

Bem, vamos então às nossas dicas?

Identifique e destaque as palavras-chave do seu artigo

Lembra-se quando falamos que os motores de busca associam cada página a um conjunto de palavras-chave? Pois bem, antes de escrever um artigo, primeiro pense quais serão as “palavras de ordem” dentro dele. É em cima dessas palavras que você terá que trabalhar.

Após identificar as mesmas, certifique-se de que os motores de busca perceberão que essas são as palavras-chave destacando-as, isto é, utilizando-as aonde eles mais procuram por essas palavras, que são:

  • No título da página – o título de uma página é aquele que aparece na barra de título do navegador, escrito entre as tags <title></title> no código html. Se você está criando seu artigo em algum sistema de gerenciamento de blog já pronto como o WordPress ou o Blogger, basta usar as palavras-chave no título do artigo;
  • Em meta tags para descrição – apesar de pouco empregadas hoje em dia, as meta-tags para descrição ainda podem ser usadas na classificação por alguns motores de busca, então nada melhor que não esquecer dessas também, ok?
  • Nas principais tags para demarcação de seções, em outras palavras, nas tags <h1></h1>, <h2></h2> e <h3></h3>;
  • Em trechos marcados em negrito, tag <b></b>;
  • Ao longo de seu texto. 🙂

Você agora deve estar imaginando: se eu escrever as mesmas palavras-chave em todo o texto, ele ficará muito repetitivo e cansativo! O segredo é: usar sinônimos para que não seja tão repetitivo e o bom senso para saber quando realmente seguir essa regra. Lembre-se: no final das contas, você está escrevendo para que pessoas leiam, não robôs, então por mais que você queira conseguir rankear-se bem, você deve querer agradar seus leitores em primeiro lugar!

Artigos interessantes e bonitos, mas sem esquecer o SEO

Um artigo bem otimizado não quer dizer um artigo chato, útil somente para os mecanismos de busca. Sendo assim, atraia os seus leitores também, por meio do uso de imagens, tabelas, gráficos, etc.

Entretanto, tome o cuidado para que suas páginas não demorem muito a carregar devido a muitas imagens e arquivos para carregar. Graças à velocidade de conexão atual, uma página com 40 kb a 90 kb (somando código-fonte, mais arquivos de script e imagens) ainda pode ser navegada normalmente. Bem, quanto ao uso de imagens, atente-se para os seguintes atributos:

  • Alt – use esse atributo para passar alguma informação sobre a imagem;
  • Width e Height – use esses atributos para definir desde o início a área na tela que cada imagem deve ocupar, o que facilita a leitura da página enquanto as imagens são carregadas.

Procure ferramentas para automatizar a tarefa de SEO

Sempre gaste algumas horas de sua semana lendo e procurando aprender mais sobre novas ferramentas que possam ajudá-lo não somente com o SEO, mas também com a divulgação de seu blog, bem como a manter os visitantes por mais tempo em seu blog (isso é realmente interessante, mas é assunto para um outro artigo).

Uma ferramenta que eu utilizo é o plugin All in one SEO Pack do WordPress em meu blog. Assim é fácil inserir keywords em cada página, mudar descrição, etc.

Outra ferramenta mão na roda é o plugin Google Sitemaps, também para o WordPress. Esse plugin encarrega-se de gerar um sitemap (um mapa de seu site em XML) contendo todos os links para artigos de seu blog ou somente os melhores. Lembre-se: quanto mais links no arquivo XML, mais pesado ele será para ser processado e possivelmente não seja processado por completo, sendo assim, pode ser interessante definir um número máximo de links a ser mantido no XML.

Em meu browser (que é o FireFox 🙂 ) uso várias extensões, duas delas são o YSlow e o SEO for Firefox. O YSlow é interessante pois ajuda a medir o tempo de carregamento bem como detectar falhas na otimização de uma página. Já o SEO for Firefox pode ajudá-lo com informações, estatísticas e análises sobre não somente o seu mas qualquer site que você possa visitar na web (bem, você pode checar qualquer site com o YSlow também, então é sempre bom usar mais de uma ferramenta e comparar os resultados).

Bem, o número de ferramentas que se pode empregar é realmente muito grande, mas como não é do nosso interesse (ao menos não desta vez) citarmos todas as ferramentas aqui, vamos deixar para em outro melhor momento fazer isso, ok?

Agora é hora de pôr em prática!

Poderíamos ficar falando várias e várias páginas de artigos sobre SEO, mas por agora, acredito que já temos o suficiente para fazer, não?

Comece agora mesmo a fazer as correções necessárias e acompanhe suas estatísticas a fim de ver se as mudanças surtiram efeito.

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