Balanço Geral: O Brasil nas Olimpíadas

É, pessoal.

O Brasil fechou sua participação nas Olimpíadas de Pequim em 23º lugar. Não era o esperado por nós, brasileiros, que tanto ouvíamos nossas emissoras de TV narrarem “patrioticamente” os treinos e jogos.

Além do mais, não vejo como não poderíamos esperar menos do que o melhor de nosso país: se estivéssemos contentes com somente o 23º lugar, estaríamos no mínimo assumindo que acreditamos que há pelo menos países que não podemos superar nos esportes. E brasileiro que é brasileiro tem que ir à luta, com raça e fé, para conquistar aquilo que é seu, sendo assim, o 23º é pouco para nós e é atrás de mais que iremos nas próximas competições. 🙂

No total tivemos três medalhas de ouro, quatro medalhas de prata e oito medalhas de bronze.

Sim, poderiam ter sido mais. Sim, poderíamos ter disputado melhor. Mas o que importa é: são nossas. Ou melhor, elas pertencem aos atletas que foram lá, deram seu sangue, anos de treinamento e provaram que aqui no Brasil ainda tem muita garra e fibra para superar qualquer obstáculo.

Uma coisa que me deixava triste quando ligava a TV e ouvia algum atleta nosso que perdera é que muitas vezes ele se justificava pedindo desculpas, afirmando que deveria ter treinado mais, etc. A minha mensagem é: nada disso! O que você tem que dizer é, de cabeça erguida, que você foi lá, fez o seu melhor e que aprendeu muito para as próximas competições. A vida é um grande conjunto de lições onde vamos aprendendo, uma após a outra, e assim tornando-nos melhores e mais aptos.

Se você, atleta, simplesmente joga a toalha, chora e diz que poderia ter feito melhor, você não está dando o devido valor aos pelo menos quatro anos que você passou treinando para estar lá, para estar apto para as Olimpíadas. Se o Brasil escolheu você para representá-lo é porque o Brasil o considera o melhor naquela categoria e fim de papo, vai lá e prova que você é o melhor. Não foi desta vez? Treina mais ainda e vai lá de novo, pois você já tem experiência, sabe do que passou e pode passar e, assim sendo, tem condições de fazer “melhor e mais bonito” da próxima vez.

Como já diria Renato Russo: “Não me entrego sem lutar, tenho ainda coração, não aprendi a me render, que caia o inimigo então”.

Gostaria, então, de deixar aqui meus sinceros agradecimentos e parabéns a cada um dos vários brasileiros que participaram das Olimpíadas e que trouxeram o ouro, a prata, o bronze ou ao menos a experiência para as próximas competições, pois uma coisa que aprendo a cada dia que se passa é que nós não aprendemos com as vitórias, mas sim com as derrotas – e se você aprendeu aonde errou, pode ter certeza, o resultado desta Olimpíada terá sido melhor que qualquer ouro que tivesse recebido sem saber como conquistou.

O Brasil não “imperou” nas Olimpíadas de Pequim, mas ainda temos tantas outras pela frente. O que precisamos é construir um povo forte e apaixonado pela sua nação, pois este sim faz o que é preciso para ver a estrela de seu país brilhar dentre todas as demais.

E vamos que vamos! 😉

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