Ano par – Ano de politicagem

Boa noite (ou madrugada) a todos, tudo bem?

Sim, eu sei, já é (muito) tarde. Estava eu aqui, trabalhando (qual a novidade T_T ) até o ponto em que praticamente não sai nada frutífero. 🙁

Isso me deixou chateado, então decidi discutir um pouco aqui no Giga Mundo – isso sempre ajuda a animar-me 🙂 .

E o assunto que vou retomar agora não é nada novo. Na verdade, ele se repete o tempo todo, principalmente a cada dois anos, quando paramos o Brasil inteiro para decidir quem serão os novos governantes pelos próximos quatro anos.

Votar é um exercício da democracia, dizem eles. Governar também deveria!

Oras, vejamos o que o meu dicionário da língua portuguesa “Melhoramentos” nos diz a respeito da tal democracia:

Forma de governo na qual o poder emana do povo.

Bem, se o poder emana do povo e não das minorias, pergunto: por que a renda per capita não é melhor distribuída? Por que há tantos políticos corruptos que se sentem no direito de pôr a mão no dinheiro alheio, ou melhor dizendo, de toda a população brasileira, para benefício próprio? E se é um governo para o povo, por que afinal só lembram do povo no ano eleitoral?

É sempre assim a cada dois anos, aproxima-se o período de eleições, os políticos parecem sair de seus castelos e fingem misturar-se ao povo a fim de mostrar que fazer “um governo para o povo”. Gostaria de lembrar aos senhores políticos que um governo para o povo não deve ser feito somente nos poucos meses antes das eleições, mas sim durante todo o seu mandato de quatro anos. Aliás, você foi colocado aí, em seu cargo, para isso, não foi?

E eu ainda não entendi muito bem por que, mas os anos de eleição caem nos anos pares, exatamente os mesmos da copa mundial e das olimpíadas. Por quê? Será que é o retorno da política “pão e circo”, que tanto deu bons efeitos na Roma Antiga?

Bem, se é para ser “pão e circo”, gostaria de dizer aos senhores políticos que o pão está faltando, pois há muitas pessoas com fome, pedindo dinheiro, alimento ou uma oportunidade para ter uma vida digna.

Por falar em dignidade, vamos olhar o significado de também esta palavra no dicionário:

Elevação ou grandeza moral. Honradez. Autoridade, gravidade. Decência, decoro.

Engraçado… Qual a dignidade, então, que há em criar-se cargos comissionados de altos salários sempre que bem entendem para dar um “jeitinho” de empregar um parente ou amigo, enquanto que pessoas melhor capacitadas lotam as filas de diversos estabelecimentos empregatícios na esperança de um dia conseguir uma oportunidade?

Minha cunhada outro dia contou-me, revoltada, que a câmara aprovou NOVAMENTE a criação de novos cargos, para os quais não haverá concurso, mas sim INDICAÇÃO, com salários começando em OITO MIL REAIS, o que causará um rombo nos nossos cofres mais alguns milhões de reais por mês.

Quando inquiridos, eles justificam que o montante não afeta o país. Não, claro que não, só por que com esse dinheiro daria para construir dois novos hospitais por mês ou mesmo reformar uns cinco? Só por que com esse dinheiro poderíamos criar mais oportunidades para jovens que enfrentam a dureza das ruas e buscam desesperadamente um meio de sobreviver?

Ah, desculpe-me senhor político, eu esqueci: você tinha que dar um emprego para o seu irmão. E ele não poderia ganhar menos de oito mil, não é? Desculpe-me, realmente foi muito egoísmo de minha parte.

Nesse ponto eu admiro os Estados Unidos: mais de uma vez alguma cidade de lá não gostou de NENHUM dos candidatos e optou-se por votar, em massa, em nulo, o que levou a não poderem colocar ninguém na cadeira do governo. Quer melhor forma de demonstrarem a sua insatisfação?

Infelizmente, no Brasil, se um dia conseguíssemos fazer isso, mesmo com ZERO votos para todos os candidatos, é bem provável que o atual governante decida por sua “reeleição unânime, já que seus adversários receberam nenhum voto”.

Sei que este meu texto não irá mudar muito no rumo do país, mas se cada um de nós começarmos a gritar nossa insatisfação e começarmos a prestar mais atenção no que ocorre lá, no meio dos “engravatados do governo”, quem sabe não conseguimos fazer com que algo melhore?

Ligo minha televisão e assisto com todo gosto o horário político, mas não o da politicagem (política + sacanagem), pois se é para isso, prefiro assistir filme de ação ou terror: ao menos lá, os culpados (quase) sempre são punidos no final.

Bem, não vou dizer que são todos os políticos os que são politicorruptos, mas infelizmente há um bom número deles e o que prova isso é o que vemos acontecer todo dia em nossas TVs: CPIs sendo realizadas, diversos suspeitos indiciados, mas poucos cumprindo suas penas de forma devida.

Pessoal, vamos prestar mais atenção em quem vamos votar: lembrem-se, mesmo não mudando o mundo, precisamos fazer nossa parte.

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