Abrace a oportunidade e faça dela seu negócio!

Este é nosso segundo artigo especialmente criado para a Semana Global do Empreendedorismo e espero que todos gostem do tema selecionado para hoje: abrace a oportunidade e faça dela seu negócio!

Ontem estava a conversar com um amigo meu (que provavelmente deverá estar lendo esse texto dentro de algumas horas 😉 ) sobre as possibilidades de empreender e sobre uma nova idéia em que ele tem pensado muito: criar um blog mais sério, mais maduro, com uma melhor visão profissional.

Ele é um jovem bastante inteligente e está começando logo cedo a pensar com uma maior maturidade, o que é muito bom para ele, mas há um porém: às vezes, ele esbarra no “como transformar aquela oportunidade conquistada em um negócio“.

Resumindo ao máximo o objetivo deste artigo: se você tem uma oportunidade para criar algo que possa ajudar outras pessoas por meio de um novo serviço ou produto, faça-o, pois esta será a sua missão social. Mas se você pode transformar esta oportunidade em um negócio sem afetar negativamente nenhum dos envolvidos e ainda lhe garantir algum benefício que possa ajudá-lo a estender seus esforços, você tem a obrigação de fazê-lo, caso contrário, você poderá estar sendo egoísta no momento em que você não mais conseguir manter sozinho aquela oportunidade criada, abandoná-la e, com isso, prejudicar a dezenas, centenas ou milhares de pessoas!

Ficou confuso? Não se preocupe que vamos explicar.

Tomemos como exemplo o processo de educação no país. Sabemos como é interessante e importante oferecer novos meios de reforçar o processo ensino-aprendizagem e podemos fazer isso, por exemplo, por meio de um website focado em determinados assuntos na área de educação, seja voltado para o professor, seja voltado para o aluno.

A idéia é uma maravilha e, graças a ela, o seu autor consegue ajudar 1.300 crianças a melhorar seu ritmo de aprendizado. Sim, ele encontrou uma boa oportunidade, planejou e criou um serviço com uma grande missão social, parabéns!

Com o tempo, seu autor percebera que não poderia manter toda aquela gigante estrutura sem algum tipo de investimento e ele não mais “dava conta do recado”. Um opção seria cobrar dos alunos ou das escolas para que os mesmos tivessem acesso ilimitado a todo o conteúdo. Outra opção poderia ser a busca por publicidades e patrocínios e tentar manter o seu negócio – sim, a oportunidade virou negócio e todo negócio envolve investimentos, custos, receitas, etc. – de forma a não causar impacto sobre o bolso da escola ou dos alunos.

Mas em nossa história, nosso querido autor de sucesso opta por continuar mantendo tudo sozinho, “gratuito” (na verdade, ele estará arcando com tudo sozinho), acreditando que esta seria a solução mais generosa para todos. Não demorou muito tempo, a situação ficou insuportável financeiramente e ele simplesmente abandonou seu projeto.

O que aconteceu a todos os que dependiam de seu website? Ficaram novamente sem o tal apoio e, desorientados, os alunos começaram a ser prejudicados na escola mais uma vez!

Talvez se ele tivesse cobrado uma taxa das escolas, ou um valor bem reduzido dos alunos (no nordeste, facilmente um aluno gasta mais de R$ 50,00 em reforço escolar quando preciso, o que dirá em outras partes do país) como R$ 48,00 anuais (o que corresponderia a R$ 4,00 reais por aluno por mês e como temos 1.300 alunos, supondo que somente 10% optassem por pagar este valor, já teríamos o equivalente a R$ 520,00 por mês), seria mais que suficiente para cobrir todas as despesas e pagar algumas de suas horas de trabalho para que se dedicasse ao website, tornando-o ainda maior.

Em pouco tempo aquela oportunidade que se tornou um negócio com algum rendimento poderia crescer ainda mais, abrangendo agora não mais somente 1.300 alunos, mas sim, beneficiando 13.000 alunos!

Viu só a diferença? Agora você concorda comigo que, ao tornar o negócio rentável (mas de forma consciente, sem exploração), acabamos por aumentar as vantagens a todos os envolvidos e o mesmo pode perdurar por mais tempo? Entendeu porque chamo de egoísta quem prefere abrir mão dessa possibilidade? Apesar de não parecer egoísta, o colega que preferiu arcar com tudo sozinho acaba negligenciando e impedindo aquele negócio de crescer e ajudar mais pessoas – e esta é a raiz do egoísmo, não?

Sendo assim, se você pode criar um negócio rentável a partir de uma oportunidade percebida sem prejudicar nenhum dos interessados, faça-o! Com certeza eles agradecer-lhe-ão por isso!

Bem, para encerrar essa história, que tal pensarmos um pouco em como identificar uma oportunidade?

  • Em tempos de crise, venda lenços – apesar de este parecer um pensamento puramente capitalista e frio, o que ele lhe diz é que se você pode criar algum negócio que é altamente necessário num momento de problemas e a situação crítica, não há nada de errado em você aproveitar-se para ajudar de alguma forma e conseguir, assim, criar o seu próprio negócio. Estude a situação, procure entender quais os problemas que muitos estão enfrentando, quais as deficiências, o que eles anseiam, suas vontades e necessidades e, por fim, desenvolva algum produto ou serviço para essas pessoas;
  • A comida não cai no ninho – esta frase aprendi hoje no site Três Minutos Para o Sucesso, que até agora não conhecia. O que ela quer dizer é que há várias oportunidades por aí afora, mas nós precisamos correr atrás, ir até ela, e não ficar parado, de braços cruzados, esperando que uma delas caia bem ali, na nossa frente, e nos diga: “ei, eu sou sua melhor oportunidade!”. Se você quer realmente, você precisa fazer acontecer, como comentamos em nosso artigo Cinco dicas para desenvolver o seu perfil emprendedor;
  • Mantenha-se aberto a sugestões, mas isso não quer dizer que deve acatar todas elas – já ouviu falar naquela história do pai, do jovem e do burrinho que estão a atravessar uma longa trilha e que no fim acabam se dando mal ao tentar agradar a todos os que passaram por eles? Enfim, ouça todos, mas faça o seu julgamento e acate somente as idéias que realmente lhe parecerem boas. Não queira agradar a todos, é como querer agradar a gregos e troianos (não é bom em História? Tudo bem, eu quis dizer que é impossível, melhorou? 🙂 );
  • Conheça o seu negócio – assim que encontrar algo que lhe parece ser uma boa oportunidade, estude-a muito e com cautela, pois o valor do seu negócio é diretamente proporcional ao seu conhecimento e experiência naquilo a que se propõe.

Bem, espero que, após mais este longo artigo, tenhamos compreendido por que é tão importante transformar as oportunidades que encontramos em rentáveis negócios.

E você, já encontrou a sua oportunidade hoje? Lembre-se que estamos na semana do “bota pra fazer!”, hein?

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