Abaixo o racismo contra os brancos!

Nos últimos dias estive muito ocupado e/ou muito doente. 🙁

Queria aproveitar então estes dias em que estive melhor para escrever algo para o site, mas não encontrava um tema realmente bom, mas eis que, para a maior surpresa consegui isso assistindo TV (esse meio de “desaculturação” em massa).

Minha irmã e minha esposa estavam assistindo à novela “Duas Caras”. Não curto essa novela, mas ela agora está me fazendo rir à toa.

Vi hoje a máxima do “racismo silencioso” cometido contra as pessoas “de pela clara” (falar branco ou preto pode levar à cadeia, lembre-se disso!) – em uma cena em que a condessa está se abraçando e beijando com um tal mecânico (acho que era essa a sua profissão, não sei, quem me contou foram elas) da novela, ela comenta: “negro com negro, sem mistura alguma. Raça pura”.

Caraaaaaaaaaaaaaaaacas! Uma vez que ambos são negros e ela faz uma afirmação com tanta ênfase em rede pública nacional está tudo bem, pois está “cultuando os valores da cultura negra”, mas vamos imaginar o contrário: a condessa era branca, seu parceiro era branco e ela diz – “branco com branco, sem mistura alguma. Raça pura”, o que aconteceria?

A cena é EXATAMENTE A MESMA, mas logo alguém diria que o fato de ela ser uma branca, de alta posição social e pronunciar isso seria um ultraje contra a sociedade de decendência africana, minoria oprimida por aqueles que detêm o poder. É ou não é?

Agora eu me pergunto: quem está sofrendo tanto assim com o racismo – brancos ou negros? E por que isso tudo quanto à discriminação negra, se nossos índios até hoje perdem seus lares? Pior, perdem seu direito de viver!

Quem não lembra de um índio que há alguns anos atrás foi queimado por alguns jovens e esses se desculparam dizendo que “pensavam que era um mendigo”?

Mendigo ou não, índigena ou não, branco, pardo, negro, oriental, ariano ou não, todos têm o direito à vida. Ninguém é melhor do que ninguém!

Não sei quanto a vocês, mas quero começar a reclamar o meu direito de que acabem com todos os tipos de preconceitos e incutir em nós que só há preconceito contra um dos grupos é a coisa mais errada do mundo.

Julgo meus amigos por suas índoles e suas ações, não pelas suas raças, crenças ou roupas.

Acredito que a primeira coisa a exigir é que as emissoras, bem como o governo, parem de adotar tais medidas que não estão ajudando muito. Se querem condições iguais para todos, ofereçam condições iguais, mas não fiquem forçando.

Quem não lembra da regra das cotas das vagas universitárias?

Pois bem, cotas para negros, pois estes são desprivilegiados da sociedade.

Bem, não tenho nenhum dado estatístico em mãos, mas se o que eles estão querendo dizer é que a maior parte da população pobre no país é de origem afro-descendente e por isso não conseguem entrar na universidade, não bastava que as cotas fossem para POBRES em geral?

Além do mais, cotas para pobres, negros, índios ou seja lá que critério for não resolve o problema: quem entra por meio desse tipo de sistema pode sofrer o julgamento (novamente, preconceito) daqueles que lá o virem, pois logo irão pensar: “é, só entrou aqui por causa das cotas”.

Se queremos mudar o quadro, não seria melhor então melhorar a educação pública, oferecendo assim melhores condições a todos aqueles que não têm acesso a escolas particulares? Como sempre, essa solução é mais complexa, demanda tempo e recursos e o governo “não está nem aí” para resolver o problema, só quer é “sair bem na foto”, então para que fazer tudo isso?

Se você acha que é alvo de preconceito, se você se sente minoria, desprezado, julgado, pára de fazer papel de coitadinho e esperar que um monte de pessoas fique por aí gritando que isso ou aquilo é preconceito, pois o maior preconceito já começa por tantas pessoas a repetir isso tantas vezes – exija direitos iguais, não esmolas!

É, rede Globo, muito obrigado, você conseguiu me dar o que pensar e falar hoje com sua frase que, para não ser esquecida, merece ser repetida: “negro com negro, sem mistura alguma. Raça pura!”

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30 comments

  1. Snipes says:

    Não vejo problema na fala da novela, e sim que se fosse o contrario muitos iriam achar ruim como você mesmo falou.
    Não deveria ser permitido ongs e coisas do genero que procuram lutar e defender uma raça, isso só contribui para o aumento do racismo. O sistema de cotas para negros é algo totalmente errado e sem noção. O certo seria separar por classes sociais e não por raça. Assim só contribui para o aumento do tal racismo.

  2. Interessantíssima suas colocações! Muito bem escritas. Também venho observando há algum tempo que o racismo tem partido mais de alguns negros em relação aos brancos do que o oposto. Particularmente acho que a cor da pele não importa, “tirando o couro” todos são iguais: músculos, sangue, etc…

  3. admin says:

    Snipes, Janete. Agradeço a sua participação com seus pareceres. 🙂

    Este é um problema que ainda está longe de ser resolvido, principalmente porque se a TV promove e dá IBOPE ela volta a promover aquilo e é o que vem acontecendo.

    E concordo com Janete: se dispensarmos a classificação por cor ou origem, somos todos iguais e diferentes, pois ninguém é igual a ninguém.

    A rede Globo não errou por trazer tal afirmação, o problema é justamente que se fosse contrária ela estaria errada, seria interpretada como preconceituosa, de não gostar de pessoas de cor. Mas que mal há em uma pessoa branca também demonstrar que gosta do jeito que é?

    Pois é, mas se alguém fizer isso em público, vai preso por racismo.

    Acredito que a discriminação não deveria estar em todos os aspectos como pregam hoje, mas somente quando ele realmente há, que é quando você nega oportunidades a alguém que tem direito a elas por qualquer motivo que não seja realmente condizente.

  4. Nunes says:

    Após ler os comentários acerca do artigo escrito pelo fulamo, que seja dito de passagem, sou favorável em alguns pontos. Não obstante, quando se refere as cotas raciais, sou a favor, uma vez que, vem ao encontro dos anseios da população negra e pobre brasileira. Portanto, não acho que esses futuros acadêmicos irão achar-se inferiores dentro das universidades. O que importa é que eles estão dentro, e poderão futuramente disputar por melhores posições de emprego. Mesmo que seja para alguns um remédio amargo, e necessário, porém, para acabar com esse mal, que é o racismo às ocultas.

  5. admin says:

    Olá, Nunes, tudo bem?

    Até compreendo o seu ponto de vista como uma forma de tentar forçar uma mudança, mas você também já deve ter visto várias mudanças que muitas vezes são forçadas e por isso mesmo acabam não tendo a mesma repercussão.

    Vou expor-lhe aqui alguns pontos que eu tenho percebido, como estudante, como professor e profissional de outras áreas.

    A primeira coisa que percebo é que depositamos muita confiança em “mudar a vida após ter um curso universitário”, mas será que a vida muda mesmo? Claro, quem CORRER ATRÁS, lutar, buscar, consegue, mas já vi muita gente que, mesmo sem ter o curso universitário consegue isso. Então o problema não é quanto à “educação superior” pois não há educação superior, o melhor seria educação de terceiro grau, assim digamos, pois a verdadeira e primeira educação que as pessoas deveriam ter pode, sim, começar nas escolas.

    Precisamos despertar conceitos de cidadania, solidariedade, empreendedorismo, criatividade, tolerância a diferenças e tantas outras coisas que nossos alunos, infelizmente, terminam o segundo grau e nem mesmo sonham em saber do que se trata.

    Agora vamos fazer diferente (claro que é uma baita de uma utopia, principalmente diante do fato de que a única grande mudança na educação nos últimos anos foi a de chamar alfabetização de primeiro ano só para dizer que agora são nove anos no fundamental), em vez de oferecer cotas nas universidades, o que infelizmente diz declaradamente que por algum motivo alguém apresenta deficiência em relação a outro, nós investimos e muito em educação fundamental e ensino médio públicos de real qualidade.

    E não falo somente de nossos alunos saírem de lá sabendo o que é matemática, biologia ou língua portuguesa, não! Falo dele sair da escola apto a exercer todos aqueles conceitos que comentamos anteriormente!

    Se nossos jovens desenvolvem conceitos como cidadania, solidariedade e tolerância a diferenças, pergunto: há espaço para o preconceito? Eu acredito (e espero) que não.

    Se nossos jovens desenvolvem sua capacidade criativa e empreendedora, teremos tantos problemas de desemprego? Talvez não, já que eles poderiam criar novas oportunidades.

    E se nossos jovens realmente aprenderam, ganharam “gosto” pela leitura e aprendizado, será que em um vestibular ou qualquer outra prova teríamos tantas disparidades em relação à situação econômica? Sei que ainda teríamos alguma, mas ela já seria bem mais atenuada.

    Mas o problema maior é que, quem “manda” realmente não quer isso. “Povo burro” é fácil de ser controlado.

    Não nego que cotas QUANTO À SITUAÇÃO FINANCEIRA possam ser uma forma mais rápida de forçar uma mudança, mas como comentei, mudanças forçadas podem levar a problemas posteriores.

    Veja bem o que eu comente, cotas quanto à situação financeira, pois se nós estamos afirmando que o problema é porque pessoas de cor de classe baixa não possuem acesso às universidades, muitas pessoas de pele clara de classe baixa também não possuem, então uma coisa em que o governo parece estar pensando melhor é quanto a revisar e mudar esse critério – se o critério é para ajudar marginalizados, acredito que a renda familiar já é um bom ponto de partida.

    E Nunes, só para completar (e mais uma vez, sendo um tanto quanto utópico): Se a pessoa for realmente interessada em entrar na universidade, não importa se branco ou preto, homem ou mulher, rico ou pobre – é preciso ser submetido à uma prova de vestibular então vence o que mais se preparar.

    Se você percebe que não está preparado o suficiente para um ano, o que você faz? Estuda por dois ou três até estar em ponto de entrar nela! A gente tem mania de achar que se levar dois ou três anos para entrar na universidade perdeu grandes oportunidades da vida, mas minha experiência lá dentro me mostra que é preferível ralar mais para ao entrar saber dar o real valor do que entrar de forma mais fácil, pois o aluno muitas vezes não dá o devido valor.

    E não dá, não o devido valor, e eu vou dizer por que. Conheci muitos alunos, alguns até formando-se, que possuíam péssimos conhecimentos em Língua Portuguesa e Língua Inglesa, fracos em Matemática, Raciocínio Lógico e horríveis para escrever uma Dissertação, ou seja, por falhas na sua formação base eles não tiveram interesse em aprimorar-se enquanto na universidade. Eles vão ao mercado mais tarde, disputar com vários outros que, diferentemente, preocuparam-se com isso… E agora?

    Como disse, acredito que uma real reforma no sistema de ensino fundamental, médio e superior seria o ideal para que possamos ter um país com uma população mais apta a enfrentar os novos desafios, o problema é que isso envolve trabalho de muita gente e muitos que poderiam “tocar isso pra frente” preferem simplesmente ficar de braços cruzados… Ou instituir uma cota como se isso salvasse o mundo.

    Basta lembrar que cotas são criadas para regular, restringir, não para melhorar, aperfeiçoar. Cotas de espaço em disco rígido, cotas de ações, cotas sobre uma propriedade, etc.

    Vamos querer também restringir, dividir, regular nossa educação? Eu preferiria aperfeiçoá-la. 🙂

    Se você achar que há nexo nessa idéia, faz igual ao que eu e outros estamos fazendo: primeiro estamos falando, discutindo, trocando idéias. E aos poucos, buscando oportunidades para mudar aqui ou ali.

    Quarta e quinta-feira, por exemplo, vou à Belo Jardim-PE, ministrar um curso de Flash aos alunos de uma escola rural de lá. Essa é a minha oportunidade de contribuir de alguma forma!

    Ajude-nos também, pense, discuta, sugira, e você perceberá que encontraremos outras soluções melhores que as cotas e que serão mais eficazes contra o preconceito racial.

    Espero contar com sua participação em outras discussões, ok? 😉

  6. Hans Herald says:

    Acho isso tudo muito interessante.
    Negro pode ofender branco que é perduado e até exaltado por Ministra, mas branco não pode nem se defender que é acusado de racismo.
    Continuando sua linha de raciocínio, imagine uma discução no meio da rua entre um motorista branco e um negro, o negro se vira para o branco e grita, “Vai sua lesma incolor, aprende a dirigir!”. Todo mundo que estiver assistindo vai rir na hora, mas não vai ter nenhum policial para ir em defesa do branco. Mas daí, o branco se defende (vejam bem, ele não iniciou as agressões) e grita de volta “Seu gorila africano, onde vc comprou sua carta de motorista” o que vc’s acham que aconteceria?
    Praticamente todos que estivessem assistindo iriam se levantar e partiriam pra cima do branco querendo linxar o coitado, inclusive o policial ja estaria dando “Voz de prisão” de um crime inafiançável.
    Ridiculo esse pais onde uma Ministra Negra, faz apologia ao racismo contra os brancos.

  7. admin says:

    Pois é, Herald. Ainda queremos um país livre para todos de verdade, onde se não há problema em exaltar a cor negra, também não há em exaltar a cor branca, parda, mestiça, amarela e vermelha (como alguns chamam a cor de nossos índios).

    Ultimamente estou cansado de ver tantas pessoas “protegendo-se sob o guarda-chuva anti-preconceitos”, onde muitas vezes algo que nada houve de ofensivo contra a origem do outro pode ser mal-interpretado e logo dar uma grande confusão.

    Este artigo foi o meu desabafo a tudo isso. Um pedido para que as pessoas tenham mais consciência antes de acusar algo como preconceito ou não – talvez o que alguém ache que seja preconceito seja somente o orgulho que a pessoa sente por ser quem é e isso não podemos tirar de ninguém!

  8. Espeto says:

    Finalmente encontrei um lugar em que há pessoas que pensam como eu na internet.
    Concordo plenamente com todas as suas colocações. Engraçado que até pouco tempo, as pessoas levantavam a bandeira da igualdade conforme o artigo 5 da Constituição Federal, e hoje dizem que existe a “discriminação positiva” e que para se alcançar a igualdade devemos tratar desigualmente os desiguais….
    Bom, “discriminação positiva “!! o que é que estão dizendo gente! Discriminar possui um sentido negativo em sua essência. Não há nada de positivo nisso, discriminar é passar por cima de uns em prol de outros e ponto. E tem alguém que pensa que pisar nos outros é positivo????
    Tratar os desiguais desigualmente, sobre isso tenho a dar um exemplo: no banco há filas para idosos e gestantes. Alguém sabe por que? É porque pessoas idosas e mulheres gestantes, por sua condição natural, não aguentam ficar muito tempo em pé. Eu me refiro então a uma condição natural, ou seja, depois que a mulher ganhar o bebê ela não mais terá direito de usar a fila especial. Agora me digam, a cor da pele influi mesmo na capacidade de uma pessoa??? É como a gestação ou a idade avançada que limitam naturalmente as pessoas? Então eu acho que cotas, ou seja lá o nome que dão a esse ABSURDO, devem ser destinadas a pessoas cuja situação natural o coloca em inferioridade em relaçào aos demais. Ser negro ou pobre não é atestado de incapacidade, se houver condições de preparação eles disputrarão de igual para igual com os demais.
    O problema é que isso leva tempo e as pessoas querem ser DOUTORES logo, como se isso fosse acabar com o preconceito. Tudo leva tempo nessa vida, e é essa paciência que torna legítima as nossas conquistas. Por exemplo, um pai de familia que não pode estudar, dará todas as condições para que seus filhos estudem, mas isso levará anos, mas quando conseguir será legítimo e o filho se orgulhará do pai que mesmo sem condições de estudar procurou oferecer o melhor ao filho, e este, saberá o quando sacrificio o pai teve para que chegasse onde está.
    Mas, hoje querem que sejam doutores sem estudar !! as cotas permitem que candidatos com pontuações infimas sejam aprovados. Passam sem condições.
    Tem um monte de pesquisa pelo país que mostram que os cotistas possuem um rendimento universitário tão bom quanto os não cotistas. Então taí a maior prova que as cotas são desnecessárias, pois se eles são tão capazes depois que entram, então somente precisam de oportunidade para se preparar e não de migalhas chamadas cotas. Por “oportunidade”eu considero a possibilidade de acesso, ou seja, oportunidade não é deixar todo mundo estudar no melhor colégio particular. É oferecer estudo de qualidade, como os cursinhos gratuitos. Mesmo entre os colégios particulares sabemos que há uma diferença de qualidade e é aí que entra o esforço do aluno, isso faz a diferença.
    Taí outra questão que quero comentar. Há uma espécie de preconceito em relação aos que podem estudar em bons colégios. Tiram o mérito da pessoa por que estudou numa boa escola, esquecendo que mesmo que o colégio possua ótima estrutura e bons professores, se o candidato não estudar não vai passar. Se não assistir~às aulas e ficar em casa estudando não vai passar, por que não é por que fez matrícula que vai aprender tudo por “osmose”. E acho que essas pessoas que dizem esse tipo de asneira, se tivessem oportunidade de estudar num bom colégio como querem, não iam se dar tão bem como acham.
    Saindo um pouco do tema das cotas, certa vez assisti um programa com o vereador de São Paulo, um cantor que me foge o nome. Ele é negro e disse que se os negros não fossem preconceituosos consigo mesmos, não haveria tantos jogadores de futebol negros que só se casam com mulheres brancas, normalmente loiras. Ah lembrei o nome dele é o Agnaldo Timoteo.
    Teva a novela “da cor do pecado”com a Tais Araujo. Certa vez teve uma cena em que o marido dela, Rocco Pitanga, voltava da rua dizendo que quase tinha conseguido um emprego, mas que uma pessoa branca havia conseguido. Então ela diz que esse preconceito ainda vai acabar, deixando a entender que a vaga só tinha ficado com o outro candidato por ser branco e o marido dela negro. Agora quero saber o seguinte, e se o outro candidato era bem mais capacitado? Mostrou ser mais competente? Ninguem pensa nisso, a primeira coisa que dizem é que foi racismo!! Gente, nem sempre é assim. Acho que é muito grave acusar alguem de racismo sem ter certeza que agiu assim.
    Será que se uma garota acabar por escolher para namorar um garoto branco o outro rapaz negro vai poder chama-la de racista? Ou entao agora sempre que houver um candidato afro-descendente este terá que vencer? só pela cor da pele?
    Somos todos iguais, o que falta é vontade politica para que isso mude, afinal enquanto as pessoas se contentarem com migalhas, os politicos poderão manipular a sociedade para ganhar votos.
    Pra terminar, certa vez numa reportagem sobre racismo, a reporter perguntou a um homem negro sobre como gostaria de ser chamado: negro ou afro-descendente. Esse homem muito sabiamente disse: “gosto de ser chamado pelo meu nome”. Agora quantas pessoas negras chamam os outros de formas pejorativas como “branquelo”, “alemão”, “turco”,”japones” e ai vai? Mas se alguem o chamar de negro, ai dá cadeia, engraçado né?
    Aprendi que respeito a gente ganha respeitando os outros. Um ação vale mais que mil palavras.
    Gostaria muito de continuar a conversar sobre esse assunto caro administrador.
    Abraços a todos, de qualquer cor, muita paz

  9. admin says:

    Olá amigo, tudo bem?

    Fico muito feliz de tê-lo aqui, em nosso meio, a discutir assunto tão sério e que, geralmente, é evitado, já que fere aquilo que todo mundo está a defender, que é a imagem de sempre vítima que criam em torno de alguns e de super-vilão em torno de outros.

    Acho engraçado que as pessoas muitas vezes somente olham o resultado final e, se sua situação foi diferente da situação dela, então dizem que você foi privilegiado.

    Um exemplo disso foi há vários anos atrás, quando da minha aprovação em vestibular. Eu criticava afirmando que qualquer um podia conseguir, bastava empenhar-se e, em resposta, sempre ouvia as pessoas comentando que não era bem assim, que todos se empenham e que no meu caso eu tinha sido um privilegiado, pois “tinha uma grande inteligência”.

    Hoje posso retrucar isso: o que eu tive foi sempre uma grande e insaciável vontade de aprender, que me fez estudar mais e mais a cada dia, e assim, juntando as oportunidades e as necessidades, fiz meu caminho.

    Entretanto, quando se falam de outras pessoas, outras que não foram “privilegiadas”, geralmente pedem que compreendamos e aceitemos. Não posso entender por que uma pessoa deve ser avaliada de uma forma e outra de um jeito diferente sob alegação de que uma é vítima de um sistema opressor e racista, principalmente quando levamos em consideração o grande nível de miscigenação que há no país.

    Se nós queremos uma educação de verdade que dê condições iguais a todos devemos começar por exigir condições iguais para todos, isto é, educação, moradia, transporte e saúde em iguais condições para todos, independentemente de a partir da rede pública ou privada.

    Entretanto, fazer isso é muito mais complicado e com resultados mais demorados do que simplesmente criar cotas para parecer que “a situação melhorou e o governo quer ajudar”.

    E enquanto isso a coisa prossegue da mesma forma, com este grande circo ambulante que é a vida a nos impressionar, ora com suas palhaçadas, ora com suas trapalhadas.

  10. Paulo Zimmermann says:

    Minha Raça é Humana !

  11. admin says:

    Olá Paulo, tudo bem? Concordo plenamente contigo, mas infelizmente a maioria das pessoas ainda não pensa assim. 🙁

    No dia em que todos entenderem o real significado de viver em harmonia e que raça, credo, ou qualquer outra distinção é simplesmente bobagem, talvez não vejamos mais essa tensão que vivemos hoje, onde temos medo de falar bobagem e sermos interpretados como racistas e preconceituosos.

    Um dia, no momento certo, isso tudo mudará. Mas nós precisamos reclamar, fazer por onde esse dia aparecer! 😉

  12. Paula says:

    Viemos transferidos do sul de Minas Gerais para Salvador devido á profissão de meu esposo que é militar. Até aí, tudo bem.
    O que não esperávamos é que nossas crianças convivessem com uma enxurrada de discursos racistas na escola. Até os livros que mandam para meu menino de 8 anos ler são de conteudo racista.
    Isso porque somos brancos.
    Quado fui reclamar na escola sobree a abordagem, a pedagoga quis dar uma aula de História do Brasil, dizendo que o meu menino é quem estava não estava assimilando as coisas direito.
    Na minha cidade não há essa defesa acirrada da raça negra, meu menino nem sabia o que era racismo. Meu irmão é casado com uma mulher negra e convivemos muito bem.
    Racismo é uma ferida aberta. E essa droga de governo só está piorando as coisas…
    Quero ir embora de Salvador tão logo possamos pedir transferência. Essa é a cidade mais racista em que já pisei.

  13. admin says:

    Olá Paula, tudo bem?

    Não conheço o sistema de ensino em Salvador, mas acredito que compreendo o que fala. Realmente, é muito difícil viver em um lugar onde em vez de pregar a igualdade entre todos, prega-se a “discriminação contra a discriminação de um grupo”, o que acaba por levar ao problema que eu comentei neste artigo.

    O que nós queremos é a igualdade entre todos pelo fato de que todos somos iguais, independente das diferenças, e não essa guerra o tempo todo, onde ficamos com medo de abrir a boca e acabarmos sendo crucificados como preconceituosos e racistas.

    E a pergunta do dia é: a discriminação contra o branco é melhor que a contra o negro? Caso contrário, por que esta ainda persiste?

  14. Renata says:

    Concordo plenamente. Se um negro diz ‘Tenho orgulho da minha raça’, é bonito, é uma honra. Agora se um branco diz exatamente a mesma frase, é racista. É nessas horas que eu tenho mais ódio do Hitler. Defendia tanto a raça ariana, mas o que fez foi só estragar sua imagem. NÃO sou a favor do nazismo, nem da ideologia RIDÍCULA de que a raça ariana é superior, isso NÃO EXISTE, NENHUMA raça é superior, apenas para deixar claro. Mas também sou contra o racismo contra brancos, somos todos iguais, não existe diferença entre brancos e negros, e sim diferença de pigmentação de pele, que diferencia cores. Mas do que isso faz sentido? É a mesma coisa de pessoas usarem roupas de cores diferentes. Aliás, os negros deveriam sentir-se ofendidos em relação às cotas em vagas universitárias, por exemplo. Negros são inferiores para precisar disso? Com certeza não, têm a mesma capacidade dos brancos, indígenas, amarelos, etc.

  15. mary says:

    Racismo contra brancos existe.
    Os próprios alunos negros da escola onde leciono são racistas contra os brancos e estes apanham sem razão.

  16. admin says:

    Olá Mary, tudo bem?

    Pois é, algo deve ser feito, não é possível que as autoridades não tenham percebido que em nada adianta defender uma minoria se todas as demais não forem respeitadas!

    O que exigimos é simplesmente o certo: todos são iguais, então o tratamento deve ser igual para todos. Considerar ofensas à cor negra como preconceito mas não contra as demais é também racismo!

  17. Trustvainer says:

    Concordo plenamente, é desnecessário esse sistema de cotas, muito melhor seria investir na formação básica pública de educação. Pele clara ou pele escura, todos somos da mesma raça, a humana e portanto não deveríamos sofrer “racismos” de parte alguma.
    Ótimo artigo e ótimos comentários.

  18. admin says:

    Olá Trustvainer, tudo bem? Fico feliz que compartilhe de nossa insatisfação. Hoje mesmo estava comentando com minha cunhada a respeito disso, de como nossos políticos tentam “corrigir” os problemas nacionais com atitudes totalmente descontextualizadas, como a adoção do sistema de cotas em vez de melhoria na educação pública.

    Sempre que argumento isso, as pessoas me dizem: ah, mas as cotas trazem efeitos mais rápidos do que a reforma na educação. Bem, então deveriam dizer que ao menos eles conseguem fazer isso, pois reforma de verdade na educação, nada!

    Nem é necessário dizer que as “medidas para combater” o racismo na verdade tratam-se somente de “medidas protecionistas”, no sentido de buscar proteger determinados grupos étnicos.

    Como podemos todos afirmar que somos iguais se teimam em nos tratar como diferentes?

  19. Rita says:

    Em Brumadinho branco é tão discriminado, que ate inventaram uma história falsa sobre a localidade de Sapé. Dizem que é terra de negros.

  20. matheus alencar says:

    O Brasil hoje é 100% negro .Os próprios brancos se humilham e aplaudem quando um negro berra em tom de superioridade que tem orgulho de sua raça.Eu não me espantaria se daqui uns vinte anos surgir um hittler crioulo versão tupiniquim que queira acabar com os “brancos diabolicos”

  21. Wilson says:

    POIS É, CARO IRMÃO!!!

    TENHO FREQUENTES PENSAMENTOS DESTE TIPO A ESTE RESPEITO… O TEMPO É DAS COTAS MESMO…

    TODAVIA, ACHO Q ISSO (A HIPOCRISIA) NÃO VAI DEMORAR MUITO TEMPO ATÉ TODO MUNDO COMEÇAR A SE QUESTIONAR COMO MUITOS JÁ O FAZEM…

    AOS QUE SÃO CONTRAS, O RECADO: <>

    PARABÉNS E O ORGULHO ASIÁTICO, BRANCO, INDÍGENA DEVE EXISTIR DO MSM JEITO Q OUTROS ORGULHO EXISTEM!!!!!

  22. Wilson says:

    ERRATA: AOS QUE SÃO CONTRAS, O RECADO: FALAR DE RACISMO NÃO É SER RACISTA!!!!!!!!!!!!

  23. SS says:

    *QUANDO É O INVERSO

  24. Aninha says:

    Eduardo de Melo Cerqueira, 28 anos (pardo,mestiço)(macumbeiro e evangélico), admitiu que a inveja que sentia do bebê,torturou a criança enfiando agulhas pelo corpo da menina,o criminoso disse que morria de ciúmes dos cabelos louros, dos olhos azuis e do carinho dos pais em relação à criança.

    terra:
    http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4653851-EI5030,00-Acusado+de+fincar+agulhas+em+bebe+foi+agredido+na+infancia.html

  25. Aninha says:

    Duvida matheus alencar!
    Veja no orkut “orgulho brando” uma comunidade monitorada por um pardo que se diz branco, ele se chama se não me engano rafael machado silva, vulgo no orkut “rapha”.

    Manipulando mentes a seu favor e de suas raízes,dogmas e pespectivas, com conseitos preconseituosos principalmente em relação a mulheres, e pasmem a comunidade deviria ser relacionada a outro assunto, e ai de quem disser ao contrário ele não perde tempo e humilha mesmo, sem dó, te ridiculariza e faz você querer sair da comunidade, sem contar que não gosta de adicionar mulheres e nem pessoas que aparentemente iriam contra sua opinião. Ele é cauculista, metódico,frio, se diz inteligente e como costuma disser NÃO tem sentimentos. Gosta do propagandista de hitter e costuma estudar seus passos para copia-los.

  26. pedro says:

    concordo com tudo isto. Espero que um dia encontrem vida inteligente para parar de nos compararmos. Até eu próprio sei que vou aprendendo.. Estas situações então metidas nas sociedades de maneira enganosa para motivar acções.

  27. zuruck says:

    Acho que o governo incentiva o racismo de ambos os lados com essa historia de superiorizar a pessoa negra, assim como o estatuto do desarmamento… acho que ja vi esse filme…. lembra la no governo de hitler? foi feito o desarmamento e feito um tipo de controracismo, isso tudo é um meio do governo lar um povo desunido…. Acho que ficar quieto é uma falta de respeito com nossos herois da história que morreram pelo povo…

    Por que quando a gente vai se escrever em uma faculdade (USP por exemplo) está no formulário “cor / etnia” … isso teria que ser proibido…. Os governantes que aprovam leis racistas teriam que ser presos todos, sem excessão…

    DIGA NÃO AO RACISMO…. SIM AOS DIREITOS IGUAIS (COMO DIZ A CONSTITUIÇÃO FEDERAL)

  28. Antonio says:

    Eu concordo não deve exister mistura de raças!!

  29. Celso says:

    Exite racismo no Brasil contra os brancos, sim. Qualquer branco que tenha seu trabalho analisado por um negro sabe do que estou falando. Existem dezenas de milhões de brancos revoltados, que precisam se organizar contra o racismo oficial que está se instalando no Brasil. O assunto é sério. Enquanto os brancos de classe média estão trabalhando, os negros militantes estão usurpando nossos direitos. Antes que seja tarde demais.

  30. […] quase três anos atrás, escrevi um artigo chamado Abaixo o racismo contra os brancos! no qual comentei sobre uma cena de uma novela onde o orgulho negro é exaltado a plenos pulmões, o […]

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